A Nelogica — a empresa por trás da plataforma Profit, amplamente usada por day traders — está comprando 15% da Melver, que oferece cursos preparatórios para certificações do mercado financeiro, incluindo a Ancord, que certifica os agentes autônomos.

O investimento — 100% primário — é o primeiro da história da Melver, fundada há apenas nove meses e que até agora vinha crescendo com geração de caixa própria.

Raony Rossetti fundou a Melver depois de passar 11 anos como sócio da XP, onde chegou a liderar toda a área de renda variável da corretora. 

A Melver divide seus cursos em três categorias. A primeira são os cursos preparatórios para as certificações do mercado financeiro, como a Ancord (que certifica os agentes autônomos de investimento), Anbima (incluindo CPA-10, CPA-20 e CEA) e o CNPI e CFP. 

A segunda categoria é a de formações – cursos mais longos e aprofundados de temas como opções e assessoria de investimentos. 

“A Ancord é a porta de entrada para o assessor,” disse Raony. “Mas na formação continuada ensinamos como operar no dia a dia: como captar clientes, conversar com eles, montar suas carteiras etc.”

Recentemente, a Melver também lançou – we are not making this up! – uma formação em ‘influenciador digital para o mercado financeiro’, em parceria com a B3. 

Para a Nelogica, o investimento na Melver vai fortalecer sua vertical de educação. Neste ano, a empresa criou a Invest Academy, que também oferece cursos de formação para investidores. 

“O mercado financeiro brasileiro está numa tendência secular de crescimento, e o motor inicial para esse crescimento é a formação, a educação dos investidores,” disse Marcos Boschetti, o CEO e fundador da Nelogica. 

“Essa parte de educação é importante pro nosso negócio porque traz mais pessoas para o mercado e ajuda a atrair clientes para a nossa plataforma.”

A Nelogica tem mais de 2 milhões de clientes usando suas plataformas, e foi avaliada em R$ 2,9 bilhões numa rodada em 2020.

A Melver tem 37 mil usuários fazendo algum de seus cursos (pagos ou gratuitos), e espera fechar este ano com 100 mil alunos.

A startup vai usar os recursos da rodada para investir em tecnologia, produção de conteúdo e em iniciativas de marketing.