Em mais de 30 anos acompanhando o mercado de commodities, Jeff Currie nunca viu um mercado como o atual – com os investidores precificando uma escassez brutal dos insumos. 

“Isso é uma crise de moléculas,” o head de research de commodities da Goldman Sachs disse hoje numa entrevista à Bloomberg TV. “Estamos com falta de tudo. Não importa se é petróleo, gás, carvão, cobre, alumínio – você escolhe! – estamos com falta de TUDO.”

Esse cenário tem feito com que as curvas de contratos futuros de várias commodities, e em diversos mercados, negociem no que Jeff chamou de ‘super-backwardation’ – quando o mercado paga prêmios gordos pela oferta imediata em relação aos preços mais à frente. 

Para o veterano da Goldman, o preço do barril de Brent pode bater US$ 100 já nos próximos meses. Hoje, a commodity é negociada a US$ 92,77. 

“O risco de upside para esse mercado hoje é excepcionalmente alto,” disse ele. “O petróleo está incrivelmente vulnerável a disrupções de oferta e demanda.”

O preço do Brent já valorizou mais de 300% desde fevereiro de 2020.