Num block trade na manhã de hoje, integrantes da família do Grupo CR Almeida, que já foi uma das maiores empreiteiras do país, venderam 7,5% das ações da Ecorodovias e reduziram pela metade sua participação no negócio.
A operação movimentou R$ 476 milhões e foi ancorada por investidores estrangeiros.
O leilão foi intermediado pelo BTG Pactual, que deu garantia firme com um desconto de 8,5% em relação ao fechamento de ontem, de R$ 11,75.
O leilão começou a R$ 10,75 por ação e saiu a R$ 11,20, 4,2% acima da garantia firme.
No final do dia, o papel fechou em queda de 3,66%, a R$ 11,32.
A família CR Almeida se comprometeu com um lockup de 60 dias.
Antes deste bloco ser vendido, os herdeiros do empresário Cecílio do Rego Almeida, morto em 2008, detinham 15% da Ecorodovias, com a participação dividida entre um veículo de investimentos Primav (3,60%) e quatro pessoas físicas (11,4%).
A Ecorodovias foi criada em 1997 pelo Grupo CR Almeida, que vendeu o controle da empresa há dez anos para o grupo italiano ASTM (antigo Gavio), um dos maiores conglomerados de infraestrutura da Itália, que concentra 52,7% da empresa.
A Ecorodovias administra 12 concessões em oito estados, incluindo o Sistema Anchieta-Imigrantes, em São Paulo, e a Ponte Rio-Niterói.











