A Compass Gás e Energia encontrou um comprador para as participações minoritárias que detem em 7 das 18 distribuidoras estaduais de gás que adquiriu com a compra da Gaspetro da Petrobras.

A empresa – controlada pela Cosan – disse agora há pouco que assinou uma promessa de compra e venda envolvendo um pacote de distribuidoras, mas não informou o valor negociado nem o nome do comprador.

A promessa de compra e venda se tornará um contrato efetivo quando o Tribunal do CADE aprovar a compra da Gaspetro, o que deve ocorrer nos próximos 90 dias.

A partir dali, os sócios da Compass nas distribuidoras terão 30 dias para exercer seu direito de preferência – ou permitir que as participações sejam repassadas ao comprador.

Na maioria dos casos, as distribuidoras são controladas pelos Estados, e têm como sócios minoritários empresas como a trading japonesa Mitsui, a própria Compass, e a Termogás, a holding de participações do empresário Carlos Suarez. 

Além das sete distribuidoras, a Compass está em conversas avançadas para se desfazer de outras cinco distribuidoras da Gaspetro, pessoas a par do assunto disseram ao Brazil Journal, ainda que não tenha sido possível estabelecer se a negociação é com o mesmo comprador dos ativos anunciados hoje.

A transação de hoje é o primeiro movimento do CEO Nelson Gomes para enxugar o portfólio da Compass, permitindo que a empresa foque nos seis mercados estaduais que julga mais promissores – além da Comgás, a jóia da coroa. 

Em conversas com investidores, a Compass sempre sinalizou que não tinha interesse em todos os ativos do pacote Gaspetro, mas teve que aceitar o conjunto dado que a Petrobras estruturou a venda como ‘porteira fechada’. 

A entrada de um novo investidor no segmento de distribuição de gás pode ajudar o setor a fazer frente aos investimentos maciços necessários para ampliar a rede instalada e a oferta – num País que hoje ainda reinjeta metade de todo o gás que produz. 

A Compass comprou os 51% da Gaspetro que pertenciam à Petrobras. Os outros 49% pertencem à Mitsui.

A Cosan tem 88% do capital da Compass. Os outros 12% estão nas mãos de um pool de investidores, os maiores dos quais são a Atmos Capital e a Bradesco Seguros, que avaliaram a companhia em R$ 18,7 bilhões (post-money) em rodadas privadas em maio e  setembro passados.