A operação brasileira do Burger King está prestes a ganhar mais um sócio.
Um fundo de private equity internacional está na reta final para fazer um aporte de capital na operação brasileira, que tem reduzido a distância que a separa do McDonald’s nos últimos anos.

O aumento de capital será da ordem de R$ 400 milhões, e os sócios atuais serão diluídos no processo.  O Itaú BBA está assessorando a empresa.

 
A Vinci Partners, que entrou no Burger King em junho de 2011, tem cerca de 62% do Burger King; o fundo soberano Temasek, que injetou US$ 100 milhões no final de 2014, tem 19%; e o resto do capital está nas mãos da Restaurant Brands International (RBI), a holding dona da marca Burger King e controlada pela 3G Capital, a gestora de investimentos de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.
 
O atual momento operacional do Burger King no Brasil é mais saboroso que um Whopper:  o EBITDA tem dobrado ano a ano em cima de melhorias operacionais e da abertura de novas lojas, e, com a recessão, a empresa vê a oportunidade de comprar pontos mais baratos para ter lojas nos lugares certos.

Além de garantir o capex para o Burger King continuar crescendo no Brasil, a capitalização posiciona o grupo de investidores (agora mais robusto) como o parceiro preferencial para o crescimento futuro da RBI, seja em novas geografias ou novas marcas.
 
O Burger King Brasil projeta um faturamento líquido de R$ 1,4 bilhão em 2016, comparado a R$1 bilhão no ano passado. A rede tem cerca de 530 restaurantes no País, a maior parte de lojas próprias. Segundo um executivo da empresa, as novas lojas têm tido uma produtividade maior do que as anteriores, na medida em que a empresa tem sido cada vez mais científica na sua escolha de pontos.
 
No Brasil, o setor de fast food — ou ‘quick service restaurants’, no jargão da própria indústria — registra uma queda de vendas real de cerca de 10% nos seis primeiros meses do ano, com algumas marcas ganhando share sobre outras.  Segundo fontes do setor, o pior mês do ano foi junho.