A uma semana da assembleia de acionistas que vai definir o novo conselho da Hapvida, o aluguel das ações da companhia atingiu o maior patamar dos últimos doze meses.
Hoje à tarde, a Hapvida tinha cerca de 120 milhões de ações alugadas, o equivalente a 44% de seu free float, tornando a HAPV3 a ação com o maior percentual de papéis alugados na Bolsa.
O free float da Hapvida hoje é de cerca de 49% do total de ações, dado que a família Pinheiro detém 51,3% do capital depois de aumentar sua posição nas últimas semanas por meio de um derivativo junto ao BTG.
Segundo traders, a taxa de aluguel tem girado em torno de 30%, o que tem levado muitos investidores internacionais a alugar suas ações. A taxa chegou a bater 300% hoje numa transação específica.
Na outra ponta, investidores locais – e potencialmente a própria família Pinheiro – estão alugando ações para aumentar seu poder de voto na assembleia, marcada para 30 de abril. Alguns agentes de mercado disseram ao Brazil Journal que é a família que está alugando as ações por meio do BTG.
A pedido da Squadra, a eleição do novo conselho da Hapvida vai acontecer no formato de voto múltiplo, que permite aos acionistas concentrar votos em candidatos específicos, aumentando a chance de representação dos minoritários.
A Squadra indicou três nomes para o conselho: Tania Chocolat, ex-chefe da CPP Investments no Brasil; Bruno Magalhães e Silva, ex-analista da Squadra e da JGP; e Eduardo Parente, o ex-CEO da Yduqs e chairman da Equatorial Energia.
Os indicados pela administração são os nove conselheiros que já integram o board: Candido Pinheiro, Jorge Pinheiro (que assumiria como chairman), Carlos Piani, José Camargo Junior, Nicola Calicchio, Maria Paula Soares, Carlos Takahashi e José Galló.
A Squadra, que tem quase 7% da da Hapvida e é a maior acionista do free float, tem feito duras críticas à gestão da companhia, pedindo mudanças no conselho, a venda das operações do Sul e Sudeste, e questionando a remuneração proposta para a administração e o board.
Outros acionistas relevantes são a SPX, Kapitalo e Oceana, além de gestoras internacionais como o Norges Bank, Vanguard, Blackrock e Fidelity.
A Hapvida vale R$ 6,4 bilhões na Bolsa.











