O PicPay encerrou o primeiro trimestre de 2026 com resultados que reforçam a consistência de seu modelo de negócio, superando o guidance divulgado ao mercado.

A receita líquida atingiu R$ 3,5 bilhões (+70% a/a), enquanto o lucro líquido ajustado somou R$ 169 milhões (+92% a/a).

O lucro bruto acompanhou a expansão, chegando a R$ 1,1 bilhão (+44% a/a), e a margem financeira (NII) alcançou R$ 1,7 bilhão (+76% a/a).

“Ultrapassamos o guidance refletindo a execução consistente da nossa estratégia de crescimento com rentabilidade, baseada em escala, disciplina financeira e aprofundamento do relacionamento com os clientes,” disse Eduardo Chedid, CEO do PicPay.

Escala e alavancagem operacional

 A companhia alcançou a marca de 68,6 milhões de usuários, com 44,3 milhões de clientes ativos (+1,5 milhão no trimestre).

Essa base engajada gerou um Volume Total de Pagamentos (TPV) de R$ 134 bilhões no trimestre, alta de 24% em relação ao ano anterior.

Essa escala massiva é o que viabiliza a alavancagem operacional do modelo: enquanto a receita por cliente ativo (ARPAC) cresceu 55% ano a ano, para R$ 80,70, o custo de servir por cliente ficou praticamente estável sequencialmente e cresceu apenas 9% ano a ano, para R$ 20,3. Hoje, o ARPAC é quatro vezes superior ao custo de servir.

 Um modelo de negócio diversificado e resiliente

 Essa resiliência é fruto de um design de negócio intencional. Hoje, 69% das receitas vêm de produtos de baixo ou nenhum risco de crédito.

A carteira de R$ 28 bilhões (+116% a.a.) segue a mesma lógica: 54% dela é composta por produtos com garantia. Além disso, 91% desse crescimento veio de produtos de menor risco e cartões de crédito de clientes mais amadurecidos dentro da base.

As receitas de crédito garantido alcançaram R$ 820 milhões no período, representando um crescimento de 272% em relação ao ano anterior.

Já as receitas de crédito sem garantia totalizaram R$ 1,1 bilhão, alta de 44% na comparação anual, impulsionadas principalmente pela expansão dos cartões de crédito para clientes de carteiras digitais mais maduras e engajadas.

Esse crescimento foi disciplinado: a carteira de crédito expandiu 17% no trimestre, um movimento sustentado pelo aumento da exposição em produtos com garantia (secured) e clientes mais maduros de cartões.

Isso não apenas reforça que o PicPay está crescendo em avenidas de menor risco, como também explica a manutenção do custo de risco em patamares estáveis.

O crédito consignado privado é um dos principais destaques. A companhia já origina cerca de R$ 700 milhões mensais na modalidade e alcançou aproximadamente 5% de market share, posicionando-se entre os cinco maiores players do país.

Qualidade de ativos: o que os números realmente dizem

 Em um cenário onde a qualidade do crédito é o tema central, os dados do PicPay mostram resiliência.

O custo de risco permaneceu estável em 3,7% pelo terceiro trimestre consecutivo e a formação de estágio 3 fechou em 3,9%, dentro do guidance.

“Nossa estratégia não é otimizar indicadores isolados, mas maximizar o retorno precificando o risco. Aumentamos a cobertura e, continuamos entregando resultados acima das expectativas,” explica André Cazotto, diretor de Relações com Investidores, Estratégia e M&A.

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