A Ternium – uma das maiores produtoras de aço da América Latina – acaba de inaugurar uma escola técnica de padrão internacional na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Localizada no bairro de Santa Cruz, a Escola Técnica Roberto Rocca recebeu um investimento privado de R$ 260 milhões. 

A escola – que oferece cursos de ensino médio e técnico nas áreas de mecatrônica e eletromecânica integrados – já conta com 384 jovens que iniciaram as aulas no início deste ano letivo.

A previsão é que, até 2027, cerca de 600 alunos sejam beneficiados.

Segundo Paolo Rocca, o CEO do Grupo Techint – do qual a Ternium faz parte –, a escola é um símbolo do compromisso do grupo com o Brasil e com a educação. 

“Investimos na educação técnica porque acreditamos no papel central da indústria no desenvolvimento econômico e social do Brasil e de todos os países onde operamos,” disse. 

O projeto, que é uma iniciativa do Grupo Techint, integra uma rede global presente também na Argentina e no México.

Presidente Lula Visita Escola Tecnica Roberto Rocca 39 Ternium

Além de Rocca, a cerimônia de inauguração reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o CEO da Ternium Máximo Vedoya, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, assim como o vice-prefeito, Eduardo Cavaliere, o ministro da Educação, Camilo Santana, entre outras autoridades.

“Eu quero que os empresários brasileiros aprendam uma lição. Essa escola não é para ensinar as pessoas só para trabalhar para eles, mas para garantir o futuro da comunidade. Você está investindo no futuro da sua empresa, dos seus profissionais e do país,” disse o presidente Lula. 

A escola é exclusiva para jovens dos bairros de Santa Cruz, Paciência, Sepetiba e do município de Itaguaí, o que reforça o compromisso da Ternium com o desenvolvimento das regiões onde atua, segundo Rocca.

A localidade concentra o principal polo industrial da cidade, o distrito industrial de Santa Cruz, que reúne grandes empresas e gera milhares de empregos, e os alunos já enxergam novas possibilidades para o futuro.

Para Júlio César, aluno do curso de eletromecânica, a escola representa uma oportunidade concreta de mudança de trajetória. “Eu consigo me ver diferente, sinto que posso mudar o futuro da minha família através dessa escola. Isso é muito importante para mim,” disse o estudante.

O diretor da unidade Júlio Egreja relembrou o processo de criação e desenvolvimento da escola, que culminou na inauguração. 

“Para nós, que participamos desse processo de construção, elaboração da proposta, contratação da equipe e seleção dos alunos, ver a escola funcionando, com alunos motivados, aprendendo e demonstrando capacidade de comunicação e conhecimento, é realmente inesquecível,” disse. 

Marta Caetano, mãe de Victor Hugo, aluno do primeiro ano, acredita que toda a família será impactada pelo aprendizado e pelas experiências do filho na nova escola. 

“Quando você aposta em um jovem, você está apostando em toda a sua família, porque ele vai levar tudo o que aprendeu para casa, vai levar uma nova cultura, e todos nós ganhamos com isso,” disse Marta. 

Em 2017, quando a Ternium adquiriu o centro industrial da Thyssenkrupp e começou a operar em Santa Cruz, a empresa assumiu o compromisso de aliar o crescimento da indústria ao desenvolvimento do território. 

Por isso, além da formação técnica, a escola também deve funcionar como um polo educacional e cultural, com oferta de cursos livres e capacitação para profissionais da educação e das indústrias da região.

A diretora de relações com a comunidade da Ternium, Fernanda Candeias, aposta na Escola Técnica Roberto Rocca como um vetor de desenvolvimento da região, para além da educação formal. 

“O nosso objetivo é que a escola possa cumprir um papel social relevante na região,” disse ela. “Sabemos o impacto direto nos alunos e seus familiares, mas queremos estender isso a toda a comunidade com a oferta de cursos e qualificação profissional variada”.

A iniciativa faz parte da estratégia de investimento da Ternium no Brasil. 

Controlada pelo Grupo Techint, a companhia é uma das maiores produtoras de aço da América Latina e mantém presença industrial em diversos países. No Brasil, o grupo já investiu mais de R$ 25 bilhões e gera mais de 20 mil empregos diretos.

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