Os EUA ganharam 441.078 milionários em 2025 – um ritmo de 1.200 por dia, representando quase metade do aumento global de indivíduos com liquidez superior a US$ 1 milhão.
Mas alguns – poucos – milionários e bilionários são bem mais ricos do que os outros.
Na média, os americanos são a segunda população mais rica do planeta, com uma liquidez de US$ 696 mil per capita, perdendo apenas para os suíços, com US$ 910 mil per capita.
Os dados estão na nova edição do Global Wealth Report do UBS, citados pela Fortune, e excluem o valor dos imóveis no patrimônio pessoal.
Mas entre os países ricos, os EUA são um dos mais desiguais na distribuição de renda e patrimônio.
Quando se olha para a mediana, em vez da média, os americanos caem no ranking global para a 28ª posição.
(A mediana mostra a fotografia quando se excluem os extremos de riqueza e de pobreza, reduzindo as distorções da análise.)
Nos EUA, a mediana do patrimônio financeiro é de US$ 69 mil, o que deixa os americanos abaixo dos portugueses e eslovenos.
De acordo com o relatório do UBS, a riqueza mediana recuou em quase todos os 56 países analisados – revelando a distorção causada pelo enriquecimento acelerado daqueles que já eram mais ricos.
Isso ocorre principalmente por causa da alta no preço das ações. Nos EUA, por exemplo, 79% da riqueza pessoal está alocada em ativos financeiros. Quando o mercado acionário voa, como ocorreu em 2025, o patrimônio da classe média dispara – mas o dos bilionários dispara ainda mais.
Medida pelo coeficiente de Gini, a distribuição da riqueza americana fica em 0,77. Nessa escala, quanto mais perto de 1, maior a desigualdade. O índice dos EUA é o sexto maior do mundo, atrás apenas de Emirados Árabes Unidos, Rússia, África do Sul, Brasil e Arábia Saudita.
Segundo o UBS, o Brasil ganhou 9.215 milionários em 2025, totalizando agora 386 mil pessoas.
O coeficiente de Gini brasileiro é de 0,81. Perdemos apenas para Emirados Árabes Unidos, Rússia e África do Sul.






