Discretamente, a Raia Drogasil está testando um novo conceito de lojas populares.

Ao longo do último ano, a maior rede de drogarias do País abriu cerca de 20 lojas em bairros de baixa renda, com a marca Farmasil.

São lojas menores, com menos funcionários, decoração mais simples e um mix de produtos menos nobre.

Por exemplo, as lojas não têm gôndolas, não vendem cosméticos, e têm um foco maior em genéricos.

A empresa não fala muito sobre os resultados iniciais, mas está conseguindo ter margens semelhantes às das lojas convencionais, apesar da venda ser menor.

Uma loja Raia ou Drogasil tradicional tem cerca de 20 funcionários e vende em média 600 mil reais por mês. Já uma Farmasil tem de sete a dez funcionários e a meta é vender de 300 mil a 350 mil reais/mês.

A empresa só quer falar sobre o formato depois que entender a curva de maturação de lojas: uma loja convencional aumenta suas vendas nos três primeiros anos, até se estabilizar.

Se o formato funcionar, ele pode se tornar um vetor de crescimento para a empresa, que pretende abrir 130 lojas por ano — incluindo todos os formatos — nos próximos quatro anos.

Apesar de ser a líder do setor de farmácias, a Raia Drogasil tem apenas 10% do mercado, tradicionalmente ocupado por lojas familiares e sem escala.