Stanley Druckenmiller, um dos mais respeitados investidores nos EUA, comprou 3,6 milhões de cotas do EWZ, o ETF de ações brasileiras negociado em Nova York, no trimestre encerrado em 31 de dezembro. 

O valor de mercado da posição era de cerca de US$ 113 milhões em dezembro, o que correspondia a 2,5% da carteira de seu family office, o Duquesne. Hoje a posição já vale US$ 135 milhões.

O formulário 13F do Duquesne também mostra que a firma comprou opções de compra (calls) do EWZ.

Além disso, zerou seu investimento no Nubank – que era de 1,45 milhões de ações no trimestre encerrado em setembro. Na época, a posição somava US$ 23,3 milhões; hoje, valeria quase US$ 25 milhões.

Stanley Druckenmiller

Em valor de mercado, o investimento no EWZ foi a terceira maior mudança no quarto tri do portfólio de Druckenmiller – um ex-gestor de hedge funds que esteve à frente do Quantum Fund, de George Soros, entre 1988 e 2000.

A maior mudança foi a compra de 5,5 milhões de cotas do ETF Financial Select Sector, que acompanha o desempenho de ações do setor financeiro do S&P 500. Em dezembro, o valor do investimento somou US$ 300 milhões.

Em seguida, aparece a compra de 1,2 milhões de cotas do ETF Invesco S&P 500 Equal Weight, com um valor de US$ 225 milhões. Juntas, essas duas posições respondem por cerca de 11% da carteira da Duquesne.

O índice equal weight atribui o mesmo peso às 500 ações do S&P, em vez de ponderar o peso pelo valor de mercado (a metodologia do índice), e pode indicar que o gestor espera uma valorização maior fora da Big Techs, que dominam o S&P 500 por valor de mercado.

Outros novos investimentos do Duquesne foram Alcoa (uma posição de US$ 73 milhões em dezembro) e das empresas aéreas Delta (US$ 45 milhões), United Airlines (US$ 39 milhões) e American Airlines (US$ 10 milhões).  

Além disso, a firma mais que triplicou seu investimento na Alphabet, para 385 mil papéis no quarto tri, o que correspondia a um valor de mercado de US$ 120 milhões. E comprou mais 301 mil ações da Amazon – em dezembro, a posição na empresa era de cerca de US$ 170 milhões.

A Duquesne informou ainda que zerou seu investimento na Meta, que era de 76 mil ações (US$ 56 milhões) no terceiro trimestre. 

Também zerou Citi e Bank of America – US$ 52 milhões e US$ 51 milhões, respectivamente – e abriu uma posição na Goldman Sachs de US$ 24 milhões.

O maior investimento da Duquesne (US$ 575 milhões em dezembro) é a empresa de testes genéticos Natera, mas a gestora reduziu o investimento em outras duas empresas do setor, a Teva e a Insmed.