Rafael Sachete, um executivo com 20 anos de Azzas 2154, será o novo CFO do Assaí.
Sachete, que já ocupou o cargo de CFO na Azzas e mais recentemente estava liderando o negócio de shoes & bags, vai assumir no fim de março.
Para o Assaí, a escolha de Sachete marca o fim de uma busca que começou em abril do ano passado, quando Vitor Fagá pediu demissão.
De lá para cá, o diretor de tesouraria do Assaí, Aymar Giglio Jr, tem ocupado o cargo interinamente.
Com a saída de Sachete, a Azzas vai unificar o negócio de calçados e bolsas com a unidade de basic – essencialmente a Hering. A nova BU continuará sendo liderada por David Python, que já estava no comando do turnaround da Hering.
O CEO Alexandre Birman disse ao Brazil Journal que a combinação dos dois negócios está baseada em “similaridades históricas entre as operações”.
Segundo ele, as marcas da nova BU nasceram como indústria, foram pioneiras no modelo de franquias e compartilham sistemas de gestão e canais de distribuição semelhantes.
“Esse movimento também é a continuidade de um processo de unificação que visa simplificar a nossa gestão – algo que o mercado vinha nos cobrando – e, por consequência, gerar sinergias operacionais e financeiras dentro do nosso negócio,” disse o CEO.
Python vai assumir integralmente a gestão das duas unidades a partir de junho. Até lá, Birman também atuará no negócio tocando áreas marketing e marca.
Segundo Python, o objetivo é garantir o foco na execução do turnaround da Hering enquanto a nova estrutura ganha tração.
“É importante dizer que não se trata de uma ruptura: a transição vai ser feita num timing muito coerente com a execução de foco que eu tenho com a Hering,” disse Python.
Essa é a segunda unificação de unidades de negócios que a Azzas fez recentemente.
Em meados do ano passado, a companhia fez a junção das verticais de moda masculina e feminina, que fica baseada no Rio de Janeiro e sob o comando de Roberto Jatahy e Ruy Kameyama.
Na Azzas, a saída de Sachete pode chamar a atenção, dado que a companhia vem perdendo uma série de executivos nos últimos meses em um processo que muitos gestores e analistas veem com preocupação.
Birman disse que não há como gerar sinergia sem redução de pessoas, e que Sachete continuaria no novo organograma, mas “recebeu uma proposta num momento em que ele está extremamente valorizado no mercado pelas suas entregas.”
Birman também disse não ver com preocupação as saídas recentes de executivos. “Algumas pessoas não se adaptaram e não estavam performando em um ambiente mais robusto. Esse é um processo natural de seleção,” disse o CEO.











