A JBS concluiu hoje a emissão de um “CRA verde” de R$ 1,1 bilhão — depois de aumentar o tamanho da operação em 15% por conta da demanda dos investidores. 

O CRA da JBS é o primeiro com prazo de 15 anos no mercado brasileiro e também inovou por estar atrelado a uma meta de sustentabilidade. 

A empresa se comprometeu com o controle da origem do gado: até 2025, 100% dos fornecedores diretos e indiretos da empresa deverão estar monitorados por meio de uma plataforma blockchain que já está em operação. Com isso, a JBS vai acompanhar a conformidade socioambiental de toda a sua cadeia produtiva de bovinos. 

Se a companhia não atingir a meta, a taxa do CRA terá um step-up de 0,25%.

A operação foi distribuída meio a meio em duas séries. A primeira vence em 10 anos e tem remuneração a IPCA + 5,87% ao ano. A segunda série é a de 15 anos e saiu a IPCA + 6,20%. 

Os recursos do CRA serão utilizados pela JBS para a compra de gado. 

A empresa estreou no mercado de CRAs há dois anos e, desde então, tem sido um emissor frequente que cada vez mais alonga os prazos das operações. 

O primeiro CRA, de outubro de 2019, foi de R$ 568 milhões e saiu com duas séries, de 4 e 5 anos. O segundo, em dezembro do ano passado, foi no valor de R$ 1,8 bi, e já com a empresa ganhando prazo: as séries foram de 7 e 10 anos. Em maio deste ano, a JBS fez uma nova operação, nesses mesmos prazos e levantou mais  R$ 1,6 bi numa oferta com selo verde.

Em três emissões nos últimos 12 meses, a JBS levantou R$ 4,6 bilhões, se tornando, possivelmente, a companhia que mais captou recursos no Brasil com títulos isentos no período. 

A oferta foi coordenada pela XP (líder), BB Investimentos e Santander. A Virgo foi a securitizadora.