Muda o jogo de forças na Estácio.
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O Advent aumentou sua participação na companhia para 8,7%, enquanto o empresário Chaim Zaher — até ontem o terceiro maior acionista individual, depois do Oppenheimer e da Fidelity — reduziu sua participação de 9,7% para 3,5%.
Por enquanto, o Advent tem conseguido aumentar sua participação discretamente, fazendo suas compras por meio de um veículo chamado
FIP Rose Multiestratégia.
A mudança nas posições da gestora de private equity e de Chaim acontece horas depois do empresário enviar uma carta ao conselho da Estácio reclamando de uma proposta que dificulta a tomada de controle da empresa.
O conselho da Estácio, liderado por João Cox, quer incluir no estatuto da companhia a obrigatoriedade de um prêmio de 30% em ofertas de controle.
Uma ‘poison pill’ já existente no estatuto da Estácio obriga acionistas que atingirem 20% do capital da companhia a fazer uma oferta a todos os outros acionistas.
Chaim contesta esta proposta. Na carta enviada ao conselho, revelada hoje pela repórter Beth Koike, ele afirma que a proposta cria “uma barreira antieconômica ao investimento na companhia.” Redigida pelo advogado Marcelo Trindade, a carta também critica a proposta de criação de um comitê de estratégia de quatro membros, que, na visão de Chaim, seria “um poder paralelo ao do conselho.”
As posições da Advent e de Chaim são relativas ao fechamento de ontem e foram publicadas hoje. Nesta quinta, no entanto, a ação da Estácio movimentou 3,5 vezes seu volume médio, o que sugere que o Advent pode ter avançado ainda mais, e que Chaim pode ter zerado sua posição.
Geraldo Samor