O CEO do UBS, Sergio Ermotti, pretende deixar o cargo em abril do ano que vem, disse o Financial Times.

A decisão ocorre após a absorção dos negócios do Credit Suisse e em meio a uma queda de braço entre o UBS e o governo suíço, que tenta endurecer as exigências de capital impostas ao banco. 

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Com isso, uma das cadeiras mais importantes do sistema bancário global está up for grabs — e os favoritos a assumi-la são todos executivos da casa.

A ação do UBS reagiu pouco à notícia e subiu 0,03% para 37,95 francos suíços. Nos últimos 12 meses, o papel sobe 27%.

CEO do UBS entre 2011 e 2020, Ermotti foi convidado pelo chairman Colm Kelleher a voltar em 2023, quando o banco decidiu assumir as operações do moribundo Credit Suisse.

Agora, com o processo de integração adiantado, o executivo suíço se prepara para deixar o banco em abril do ano que vem, disse o FT, data que coincide com a assembleia geral anual do UBS. 

No entanto, o board ainda não bateu o martelo sobre quando Ermotti deixará o banco de fato, segundo o jornal britânico.

O que se sabe é que Colm Kelleher, o responsável pela transição, está considerando vários executivos do próprio banco para a posição e que prioriza um processo de sucessão “sem derramamento de sangue”.

Iqbal Khan, que em 2024 assumiu o posto de chefe da divisão de wealth management do UBS na região Ásia-Pacífico, é visto há alguns anos como o favorito a suceder Ermotti.

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Mas há outros candidatos: Robert Karofsky, que toca o negócio de wealth nas Américas; Aleksandar Ivanovic, chefe do asset management; e Bea Martin, recém-promovida a COO após liderar a liquidação e alienação de partes indesejadas do Credit Suisse, disse o FT.

Independentemente do desfecho do processo seletivo, o novo CEO pode ter um teste de fogo logo de cara, já que o UBS protagoniza uma disputa pública com o governo suíço e nada garante que o imbróglio se decidirá antes da saída de Ermotti.

Sob o pretexto de garantir que o UBS não tenha o mesmo destino do CS, o governo suíço quer que o banco capitalize integralmente suas subsidiárias estrangeiras, o que, segundo a instituição financeira, exigirá um capital adicional de até US$ 24 bilhões.

O UBS tem lutado contra a proposta — que tem impactado a performance de sua ação — e não descarta nem mesmo mudar sua sede de país caso o cenário não se altere.

O UBS vale 120 bilhões de francos suíços na Bolsa.