A EQI Investimentos está trazendo para dentro de casa toda a equipe de investment banking da Rosenberg Partners, a tradicional boutique de M&As liderada por Renato Soriano – uma tentativa do maior escritório de agentes autônomos do BTG Pactual de se tornar uma plataforma one-stop shop

O movimento – que vai dar origem a um banco de investimentos dentro da EQI – vem no momento em que a empresa está se preparando para se tornar uma corretora, com vistas a um IPO no médio prazo.

Com o novo time, a EQI ganha capacidade de executar M&As e estruturar dívidas com tíquetes menores – que não passam pelo filtro de escala do BTG.

A equipe liderada por Soriano tem oito profissionais, incluindo Tuany Sabino, a número 2 da área. Todos vão se tornar sócios da EQI por meio do programa de stock options da empresa. 

Soriano e Ettore Marchetti, o CEO da EQI Asset, são amigos de longa data – já até escalaram o campo base do Everest juntos.

A transação não envolve a marca Rosenberg, que vai continuar existindo, mas agora apenas com seu serviço de consultoria econômica. O fundador Luis Paulo Rosenberg continua à frente do negócio.

“A EQI tem um poder de distribuição surreal, o que complementa o nosso negócio,” Renato disse ao Brazil Journal. “Vimos que a fome e a vontade de comer se encontravam.”

Hoje, “se uma empresa chega no BTG ou na XP com uma dívida de R$ 50 milhões, R$ 100 milhões para emitir, é muito difícil eles fazerem, porque o fee mínimo inviabiliza a operação,” disse Ettore. “Estamos tentando aproveitar esse gap, que é onde o mercado está desarbitrado.”

Com a aquisição da equipe, a EQI – um ecossistema com 750 assessores em 16 escritórios atendendo 62 mil clientes – agora consegue originar, estruturar e distribuir as operações. 

Apesar do middle market ser a oportunidade mais óbvia, Renato disse que não vai abrir mão de disputar os grandes mandatos de M&As com os bancos de investimentos. Nesse momento, segundo ele, a equipe está disputando um mandato de R$ 800 milhões. 

Desde que Soriano montou a Rosenberg Partners em 2001, a firma assessorou mais de 100 operações de M&As, principalmente de empresas familiares de médio porte. 

Transações recentes incluem a venda da TruckVan para a Simpar e a venda do Grupo Elo (um administrador de seguros sem relação com a bandeira de cartões) para a Qualicorp.