O Fed já sinalizou ao mercado que no atual ciclo de aperto monetário, a ‘taxa terminal’ deve ficar em 5,1% — supostamente um nível suficiente para controlar a inflação. 

Mas para Jamie Dimon, o BC americano não vai poder parar por aí.

“Eu acho na verdade que as taxas de juros terão que subir acima de 5% porque existe muita inflação subjacente, que não vai embora tão rápido,” o CEO do JP Morgan disse à CNBC hoje cedo em Davos. 

O consumer price index — que mede os preços de uma cesta de bens e serviços nos EUA — subiu 6,5% em dezembro na comparação anual, o menor aumento anual desde outubro de 2021.

Dimon diz, no entanto, que o enfraquecimento recente da inflação vem de fatores temporários, como uma queda no preço do petróleo e uma desaceleração na China. 

“Tivemos o benefício da China desacelerando e o benefício do petróleo caindo um pouco. Eu acho que o preço do petróleo provavelmente vai subir nos próximos 10 anos. E a China não vai mais ser deflacionária,” disse ele na CNBC.

Nos últimos meses, o Fed já subiu a taxa básica de juros para um range entre 4,25% e 4,5%, o maior nível dos últimos 15 anos. Essa alta agressiva tem gerado preocupações no mercado sobre uma recessão nos EUA, que muitos consideram inevitável. 

Dimon disse que se os EUA passarem por uma recessão leve, as taxas de juros podem subir para 6%.