Um conteúdo
Dez anos após a aquisição da plataforma de pagamentos digitais, a Stone decidiu integrar Pagar.me ao seu app e, consequentemente, a toda plataforma de produtos e serviços da companhia. O motivo? Aumentar a eficiência do cliente e gerar mais lucro para ele.
Afinal, o mercado já é extremamente fragmentado.
Uma empresa que atende o cliente na loja física, mantém um ecommerce e também recebe pedidos pelo WhatsApp pode terminar o mês com diferentes fornecedores, taxas, relatórios e processos de conciliação.
E o que isso significa na prática: o financeiro precisa descobrir quanto foi vendido em cada canal, quando o dinheiro estará disponível e qual foi o custo de cada transação – muitas vezes cruzando manualmente informações que estão espalhadas por diferentes sistemas.
Para resolver isso, a Stone percebeu que precisava ser uma parceira para quem vende online e fortalecer a percepção da própria empresa como uma protagonista também no ecommerce.
“O Pagar.me sempre foi uma referência em tecnologia, segurança e conversão no ecommerce. O que estamos fazendo agora é trazer toda essa inteligência digital para debaixo da marca Stone,” disse Mateus Biselli, diretor de ofertas e go to market da companhia.
Com a integração no app Stone, soluções de checkout, gateway, pagamentos recorrentes, antifraude e divisão automática de recebimentos passam a ser oferecidas dentro do mesmo ecossistema da conta PJ, do crédito e da gestão financeira.
Segundo Biselli, a transição não vai impactar os clientes do Pagar.me e não implica uma interrupção imediata: contratos, integrações e serviços continuam funcionando, enquanto as atualizações de acesso e de sistemas serão comunicadas gradualmente.
A principal proposta da Stone com a mudança é permitir ao empreendedor ter uma conta para todas as vendas: sejam elas realizadas na loja física, no site, pelo WhatsApp, por links de pagamento ou por serviços de delivery.
A integração também consolida a Stone como a única empresa do mercado a oferecer maquininhas com a função de checkout online.
Na prática, o empreendedor pode utilizar a mesma infraestrutura para transacionar no ecommerce, por links de pagamento ou na loja física, centralizando os recursos em uma única conta.
“A unificação traz mais simplicidade. O faturamento de todos os canais aparece junto, sem que o financeiro precise passar o fim de semana cruzando planilhas,” disse o executivo.
Isso gera uma eficiência na veia, segundo a Stone.
Segundo pesquisas internas feitas pela companhia, empresas de médio porte que atuam simultaneamente no varejo físico e digital podem gastar cerca de R$ 20 mil por ano apenas com processos de conciliação manual entre diferentes fornecedores.
Outro ganho está no acesso ao crédito. Ao concentrar o faturamento físico e digital na Stone, a empresa fornece uma visão mais completa de sua operação, o que pode aumentar a capacidade de análise de crédito e melhorar as condições para antecipar recebíveis.
Além disso, a Stone incorporou à oferta recursos como checkout transparente, preenchimento inteligente, tokenização, autenticação 3DS, ferramentas antifraude e tentativas automáticas de recuperação de pagamentos recusados.
Para negócios de assinaturas, a companhia também oferece pagamentos recorrentes e PIX Automático. A ideia é reduzir a inadimplência causada pelo esquecimento de boletos ou pela necessidade do cliente realizar um novo pagamento todos os meses.
Segundo Biselli, a integração atende desde empresas que estão levando uma operação física para a internet até negócios que nasceram completamente digitais.
Uma rede de moda, por exemplo, pode reunir as vendas das lojas e do ecommerce, conciliá-las automaticamente no sistema de gestão e utilizar o faturamento total na negociação de crédito e antecipação de recebíveis.
Já um produtor de conteúdo pode usar a infraestrutura de checkout da Stone para vender cursos e mentorias sem depender integralmente de plataformas de infoprodutos.
A economia para esse público pode ser brutal: criadores que faturam mais de R$ 50 mil por mês podem reduzir as taxas de transação de 9% a 10% para uma faixa de 3% a 4% pela Stone, dependendo das características e da negociação de cada operação.
Uma das heranças do Pagar.me vai seguir como foco da Stone: o split de pagamentos, tecnologia que divide automaticamente os recebíveis entre os diferentes participantes de uma transação.
Funciona assim: num aplicativo de delivery, por exemplo, o cliente pode remunerar em uma mesma transação a plataforma, o restaurante e o entregador, aumentando a eficiência do pagamento e reduzindo erros nos repasses.
Segundo o diretor, a mesma lógica vale para franquias, plataformas de cursos e marketplaces com diversos vendedores.
Ao levar o Pagar.me para dentro do ecossistema da Stone, a companhia também pretende diferenciar sua oferta de plataformas globais que fornecem apenas a infraestrutura tecnológica.
O executivo diz que a empresa continuará oferecendo atendimento humano e equipes especializadas para acompanhar operações mais complexas, especialmente aquelas que precisam de integrações com ERPs, regras específicas de recebimento ou estruturas próprias de marketplace.
Para o diretor da Stone, a incorporação da marca digital torna visível uma transformação que já vinha acontecendo dentro da companhia.
“Ser o banco pra quem empreende significa entender a rotina de quem está à frente de um negócio e oferecer soluções que vão muito além dos pagamentos tradicionais,” disse.
“Deixamos de ser uma empresa de maquininhas, para nos tornarmos a principal parceira do empreendedor brasileiro.”






