Arte, longevidade e coragem.
Em sete décadas de carreira, Anna Bella Geiger construiu uma trajetória marcada pelo pioneirismo e pela experimentação. Do MAM ao MoMA, sua obra atravessa fronteiras entre linguagens, disciplinas e territórios — consolidando-se como um dos nomes mais relevantes da arte brasileira.
Neste episódio de The Business of Life, em conversa com Nilton Bonder, Geiger revisita a jovem carioca que existia antes das viagens, exposições e do prestígio. Nascida na Glória, em 1933, filha de imigrantes poloneses, encontrou em Fayga Ostrower sua primeira mestra.
Logo de início, sua arte faria história: em 1953, participou da primeira exposição de arte abstrata do Brasil, ao lado de nomes como Lygia Clark. Nos anos seguintes, afastou-se do movimento e do círculo de Fayga, abrindo espaço para descobrir sua própria voz.
Nos anos 1960, após um período em Nova York, mergulhou na gravura em metal, técnica que a consagrou internacionalmente. Em diálogo com o trabalho do marido, o geógrafo Pedro Pinchas Geiger, passou a explorar temas como mapas, identidade, poder e território.
A década seguinte ampliou seu experimentalismo: vídeo, fotomontagens, arte postal. De lá para cá, foram mais de 250 exposições em instituições como o MoMA (Nova York), Centre Pompidou (Paris), Tate Modern (Londres) e MASP (São Paulo) — confirmando Anna Bella como referência incontornável da arte latino-americana.
Hoje, aos 92 anos, segue produzindo com frescor — revisitando corpo, memória e linguagem, e reafirmando que a arte é, antes de tudo, um ato de coragem e reinvenção.
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