A Vale divulgou agora há pouco o boletim de votos à distância para a assembleia que elegerá amanhã o novo chairman da companhia, mostrando uma largada favorável ao candidato apoiado por sua maior acionista, a Previ.
Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, o “Ollie”, que ocupa hoje a posição de lead independent director dentro do colegiado, saiu na frente com votos favoráveis dos detentores de 1,29 bilhões de ações, cerca de 62,5% dos que anteciparam seus votos, de acordo com o documento.
Embora não seja possível dizer que a disputa está decidida, os números sinalizam Ollie como franco favorito, uma vez que investidores respondendo por 48,5% do capital já anteciparam seus votos, incluindo a Previ, fontes com conhecimento do assunto disseram ao Brazil Journal.
Na assembleia amanhã, serão computados os votos de acionistas incluindo a Mitsui — com expectativas nos bastidores de que o grupo japonês aprove o nome de Ollie — e os investidores detentores de ADRs, entre outros.
Além disso, também chama a atenção a baixa rejeição de Ollie, que teve sua indicação rejeitada por apenas 49 milhões de votos.
Do outro lado, Marcelo Gasparino, que também já é conselheiro da mineradora e se colocou como um candidato alternativo, aparece com 746 milhões de votos favoráveis, cerca de 36% do total de votos já conferidos.

Gasparino, porém, teve 889 milhões de votos pela rejeição de seu nome, de acordo com o boletim.
O documento também mostra, para a outra vaga do conselho em disputa, vantagem inicial para Ieda Gomes, ex-executiva da BP, com 1,39 bilhão de votos favoráveis; o indicado da Previ, José Mauricio Coelho, aparece com 616 milhões de votos.
A eleição na Vale foi convocada após um pedido da Previ para destituição do chairman Daniel Stieler, que havia sido indicado por ela mesma. O executivo inicialmente tentou angariar apoio para continuar, mas depois decidiu renunciar antes da assembleia.
O noticiário levantou questionamentos sobre se o Governo poderia interferir no processo por meio da Previ – um risco que analistas do BTG avaliaram como “limitado”.
“Em nossa visão, o ruído ao redor do assunto superestima suas implicações, particularmente porque o time do management deve continuar”, escreveram num relatório recente. “Não esperamos que a assembleia altere a direção estratégica de longo prazo da companhia.”











