A Copa do Mundo de 2026 – que começa no mês que vem no México, EUA e Canadá – será a maior de todos os tempos em termos de audiência, seleções participantes, lucratividade e, principalmente, uso de tecnologia e dados.

É o que mostra o relatório The Beautiful Game, que o Bank of America enviou a clientes.

Os analistas do banco estimam que a competição deve  gerar impressionantes 2 exabytes de dados, “colocando uma pressão sem precedentes sobre a internet global”. 

(Glossário: um exabyte é 1 bilhão de gigabytes.)

A cada quatro anos, o planeta entra em ponto facultativo para acompanhar sua maior competição esportiva. E a edição de 2026, que ocorre de 11 de junho a 19 de julho na América do Norte, deve prender ainda mais a atenção dos 5 bilhões de fãs de futebol.

06 22 Gianni Infantino ok

Pela primeira vez, a Copa será disputada por 48 seleções, um salto de 50% em relação aos 32 países que participavam da competição desde 1998 – e um gatilho para recordes em várias áreas, segundo o BofA.

Serão 16 cidades-sede, 6 bilhões de interações de mídia e 6,5 milhões de presentes nos estádios, o que deve resultar em uma produção econômica de US$ 80 bilhões e um lucro de US$ 11 bilhões para toda a cadeia envolvida.

Segundo os analistas, os setores que mais devem se beneficiar são viagens e hospedagem, bebidas, artigos esportivos, restaurantes, transmissão esportiva, redes sociais e apostas online.

No entanto, o torneio deve ficar marcado mesmo como a Copa dos dados e da AI. 

Na final da Copa do Catar (2022) entre Argentina e França, 1,5 bilhão de pessoas assistiram ao gol de Lionel Messi que abriu o placar do jogo, o que consumiu entre 4% e 5% do tráfego global da internet.

Para este ano, o banco estima que o jogo que decide o campeão pode tomar 7% do tráfego mundial, praticamente um stress test para a internet global, que estará em evidência durante todo o torneio.

Somando o streaming dos jogos, o engajamento do público nas redes sociais (que subiu 621% entre 2018 e 2022) e o uso de modelos de AI pelas seleções e a organização do evento, a Copa deve gerar um volume de dados de quase 2 exabytes, “o equivalente a cerca de 45 mil anos de vídeo em 4K”.

A AI será usada de várias formas: jogadores serão analisados e replicados digitalmente; e centros de comando inteligentes gerenciarão a logística, fluxo de multidões, segurança e sistemas dos estádios.

No entorno, os robôs também farão sua estreia na Copa. Robotáxis levarão torcedores aos estádios em 11 cidades-sede; caminhões autônomos transportarão produtos e estruturas a partir de Dallas; e cães-robôs participarão da segurança das arenas do México.

O BofA espera que a velocidade e a latência da transmissão de dados sejam colocadas à prova durante o evento, mas entende que o processamento da informação dentro ou próximo dos estádios via computação de borda (edge computing) deverá mitigar os riscos.

Apesar dos números robustos, o investimento adicional em marketing trazido pela Copa deve ficar fora da lista de recordes, indicando mudanças profundas nos hábitos dos telespectadores e no ecossistema midiático, disse a WARC, uma consultoria para empresas de publicidade. 

Os gastos incrementais com publicidade devem chegar a US$ 10,5 bilhões este ano, abaixo dos US$ 12,6 bi da edição 2018, mas acima dos valores de 2022, quando houve uma retração de US$ 36,9 bi.

Ainda assim, diante de uma Copa tão tecnológica, os analistas do BofA acharam por bem perguntar ao Copilot qual seleção sairá vencedora.

Segundo o chatbot, a França deve derrotar a Espanha em uma final entre as grandes favoritas do torneio.

Abaixo, o prompt utilizado pelo banco.

Act as an elite football analyst and tournament forecaster. Your task is to predict the most likely winner of the 2026 FIFA World Cup by evaluating every team participating in the tournament.

Analyze each team using a comprehensive, evidence-based framework that includes, but is not limited to, the following factors:

  • Team chemistry and cohesion.
  • Current injuries and player availability.
  • Recent form and momentum heading into the tournament.
  • Goal-scoring form and attacking efficiency.
  • Defensive strength and consistency.
  • Squad age profile and experience balance.
  • Squad depth and bench quality.
  • Tactical strength, flexibility, and coaching quality.
  • Historical World Cup and major tournament performance.
  • Quality of key players and star impact.
  • Strength of recent opposition faced.
  • Mental toughness and performance under pressure.
  • Home-field or regional advantage (if relevant).
  • Any other important variables that materially affect a team’s chances of winning.

Instructions:

  • Evaluate all participating teams in the 2026 FIFA World Cup.
  • Assign each team a score from 0 to 100 representing its likelihood of winning the tournament.
  • Rank all teams from most likely to least likely win.
  • Briefly explain the reasoning behind each team’s score.
  • Clearly identify the top favorites, dark horses, and teams that are overrated or underrated.
  • Place special emphasis on momentum going into the tournament.
  • If exact data is unavailable, use the most reasonable current assessment and clearly state any assumptions.

Output format:

  • Start with a ranked list of all teams and their 0-100 win-likelihood scores.
  • Then provide a deeper explanation for the top 10 teams.

Finish with:

  • Your predicted champion.
  • Your runner-up.
  • Your 2-3 biggest dark horses.
  • The biggest risk factors that could change the forecast.

Important:

  • The scores should reflect relative tournament-winning likelihood, not just overall team quality.
  • Be analytical, balanced, and explicit about uncertainty.
  • Do not rely on reputation alone; prioritize current form, squad condition, and momentum entering the World Cup.