A Light acaba de fazer uma troca em seu conselho de administração.

O empresário Wilson Poit, que já é membro do conselho, passa a ser o chairman da companhia, substituindo Firmino Sampaio, que continua no conselho.

Segundo pessoas próximas à empresa, Wilson deve trazer uma nova dinâmica de trabalho entre o board e a diretoria executiva liderada pelo CEO Raimundo Nonato.

Empossada em outubro de 2020, a nova gestão da Light enfrenta o desafio de reduzir seus índices de perda, um dos maiores entre as distribuidoras brasileiras. A ação é negociada a R$ 10, perto da mínima do último ano. A companhia reporta seu quarto tri hoje à noite, depois do fechamento do mercado.

Firmino, que fará 76 anos em maio, tem dito a amigos que gostaria de começar a desacelerar,  mas continuar colaborando com a empresa.  Um dos executivos mais experientes do setor elétrico, ele foi chairman da Equatorial Energia e CEO da Eletrobras. 

Um self-made man que fez fortuna no negócio de geradores, Wilson fundou a Poit Energia, uma companhia de aluguel de geradores, vendida há 10 anos para a britânica Aggreko por US$ 190 milhões. 

Entre os 28 e 40 anos, Wilson fundou cinco empresas antes de acertar a mão com a Poit Energia. Numa entrevista ao podcast do Zero ao Topo, ele disse: “Eu nunca quebrei feio, nunca fui à falência, mas sempre andei de lado. Eu fundava empresas que não escalavam, que não iam para a frente.”

Em sua ascensão empresarial, Wilson ficou próximo de Beto Sicupira — um dos maiores acionistas da Light, com 10% do capital — como parte de seu envolvimento com a Endeavor. 

Diretor-superintendente do Sebrae São Paulo desde 2019, Wilson também foi Secretário Municipal de Desestatização e Parcerias da Cidade de São Paulo de janeiro de 2017 a outubro de 2018, e é pai do deputado Vinicius Poit, eleito pelo Novo.