Agendado para 30 de março, o leilão do Galeão está sendo visto por uma de suas atuais concessionárias – a Vinci Compass – como um ponto de partida para novos voos. 

A gestora brasileira listada na Nasdaq quer manter o controle do terminal no Rio de Janeiro e utilizá-lo como plataforma para mais oportunidades no setor, inclusive fora do País, uma fonte próxima à gestora disse ao Brazil Journal.

A Vinci entrou no Galeão no ano passado, com a compra de 70% da participação detida no ativo pela Changi, de Singapura.

A transação veio após a Changi assinar uma repactuação contratual com o Governo para encerrar disputas sobre a operação. Na época, ficou acertada a relicitação do terminal, que será aberta aos concessionários atuais e a novos interessados.

“A Vinci já olhava há mais de três anos esse ativo. O processo de renegociação da concessão é que deu conforto para esse movimento. E o intuito foi usar o Galeão como o primeiro ativo de um investimento mais robusto no setor,” disse a fonte familiarizada com os planos da gestora.

Após o “aprendizado” com o Galeão, estão no alvo da Vinci outros aeroportos que passaram por repactuações e devem ir a leilão, como Viracopos e Brasília. 

Potenciais aquisições no setor também serão avaliadas. 

No exterior, o grupo já analisa potenciais alvos no México e na América Latina. A parceria com a Changi no Galeão, inclusive, poderá ser repetida – as empresas têm acordo para avaliar juntas todas as oportunidades.

A estratégia está alinhada à busca da Vinci por maior internacionalização, que ganhou força depois da incorporação da gestora chilena Compass Group em 2024.

Além dos aeroportos, a gestora mira oportunidades na América Latina em outros segmentos do setor de infraestrutura, de acordo com a fonte.

A Vinci atua em private equity, crédito, real estate e equities, além de infraestrutura. O grupo, antes conhecido como Vinci Partners, tem R$ 316 bilhões sob gestão e assessoria. 

No aeroporto do Galeão, a expectativa do mercado é de que a gestora e a Changi enfrentem concorrentes como a Zurich, que opera Natal e Florianópolis, e a Aena, operadora de Congonhas.