A ação da Smartfit derreteu 9% depois de comentários do fundador e CEO Edgard Corona no Retail CEO Day do BTG Pactual. O Ibovespa sobe 0,2%.
Logo na abertura do mercado, começaram a repercutir entre os investidores comentários de Corona sobre uma possível pressão nas margens da companhia em 2026.
Corona esclareceu ao Brazil Journal que está “otimista para 2026, o que não quer dizer que não haja desafios.”

“Temos um cenário macro diferente no Brasil, um ano com muitos feriados durante a semana, e isso pode pressionar as margens brutas das unidades maduras,” disse. “Mas isso deve ser compensado pelos resultados da TotalPass e pelo aumento da margem das unidades em maturação e também em outras geografias.”
Segundo um analista que acompanhou o evento, o mercado ficou preocupado com o resultado de curto prazo. “Houve uma mensagem de margem um pouco pior e está havendo uma reação exagerada,” disse.
A margem bruta da Smartfit também foi pressionada no quarto tri de 2025 — ainda não reportado — por conta da grande quantidade de aberturas de lojas no fim do ano. No total, foram 341 inaugurações no ano passado — 217 das quais ocorreram no quarto tri e 150 em dezembro. Essas unidades que começaram a funcionar recentemente quase não contribuem com as receitas, mas pesam na estrutura de custos.
Outro ponto levantado depois do evento é a preocupação com o aumento da concorrência no Brasil. Segundo nossos colegas da Exame, a rede australiana de estúdios fitness F45 Training escolheu o Brasil para iniciar sua expansão na América do Sul, com unidades no Rio e em São Paulo. A rede está em mais de 70 países.
A ação da Smartfit negocia a 12,7 vezes o lucro esperado para este ano. Mesmo com a queda de hoje, o papel sobe 13,6% nos últimos 12 meses.
A empresa vale R$ 12,5 bilhões na Bolsa.











