O governo de São Paulo pretende fazer um roadshow nos próximos meses para divulgar a investidores um leilão de Parcerias Público-Privadas em saneamento que pode movimentar R$ 40 bilhões.
A licitação vai oferecer contratos para os serviços de água e esgoto em mais de uma centena de municípios, separados em blocos, dentro do programa Universaliza SP.
“Queremos abrir consulta pública em março ou abril para ver quais blocos vamos lançar este ano. Acabando a configuração, faríamos o leilão entre setembro e outubro,” a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do estado, Natália Resende, disse ao Brazil Journal.
“Quando estimamos o todo, estava chegando em R$ 30 bilhões, R$ 40 bilhões, contando capex e opex,” disse ela, acrescentando que o valor ainda pode subir com a inclusão de obras de drenagem em algumas cidades.
As concessões terão prazo de 33 anos, e o opex previsto inclui custos operacionais dos contratos, com itens como energia, administração e recursos humanos.
No mercado, a visão é de que a Sabesp deve ser uma das empresas participando dessas licitações. Segundo a secretária, “há muitos players interessados” e o Estado quer atrair ainda mais operadores.
Para isso, está previsto um roadshow entre a abertura da consulta pública e a publicação do edital definitivo, inclusive com agendas no exterior.
“Na Sabesp fizemos isso também: fomos para fora, para Nova York, Londres. Vamos ver exatamente onde vamos colocar,” disse Resende. “Eu vejo bastante apetite nesse mercado de saneamento, ainda mais por ser em São Paulo.”
Poderiam entrar no leilão até a totalidade dos 274 municípios não atendidos pela Sabesp.
Para viabilizar isso, o governo pretende reunir essas cidades em uma única Unidade Regional de Serviços de Abastecimento, a Urae-2, que seria então dividida em blocos de “sub-uraes” para a licitação.
Para o leilão, foi pensada inicialmente uma divisão em quatro blocos, mas agora está sendo feita uma avaliação sobre eventuais subdivisões ou fusões para ganhos de escala.
Os blocos deverão incluir municípios como São Caetano, Mogi, cidades do Vale do Paraíba e das bacias hidrográficas dos ricos Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).
Dos 645 municípios de São Paulo, 371 estão na Urae-1, atendida pela Sabesp, e os demais divididos em três Uraes, mas a visão do governo é de que esse modelo não funcionou como esperado.
A reestruturação está em um projeto de lei que deve ser votado na Assembleia Legislativa após a volta do recesso, segundo a secretária.











