A Embraer e a Saab apresentaram hoje o primeiro caça supersônico produzido no País, fruto de uma encomenda que a Força Aérea Brasileira (FAB) fez à empresa sueca em 2014.
A aeronave, o F-39 Gripen, é parte de um contrato de US$ 4 bilhões assinado entre o Brasil e a Saab que previa a entrega de 36 caças e um esforço de transferência de tecnologia para o País, culminando na produção de 15 dos 36 Gripen localmente pela Embraer.
O evento teve a presença do Presidente Lula e dos CEOs das duas empresas, que indicaram que Gavião Peixoto – uma das plantas da Embraer no interior de São Paulo – está pronta para absorver a demanda de outros países. No fim do ano passado, por exemplo, a Colômbia encomendou 17 Gripen à Saab.
A entrega do primeiro caça brasileiro dá um desfecho a uma empreitada que o próprio Lula começou em 2008, quando abriu um edital para renovar a frota da FAB.
A Saab concorreu com a Boeing e a Dassault e foi declarada vencedora em 2013, justamente por apresentar um plano de capacitação tecnológica, industrial e de mão de obra para o País.
O contrato prevê a entrega de 36 caças (15 produzidos em território nacional), dos quais 28 Gripen E (monoposto) e 8 Gripen F (biposto).
Desde então, a empresa sueca treinou mais de 350 profissionais brasileiros – de técnicos a pilotos – e instalou uma fábrica própria de aeroestruturas em São Bernardo do Campo.
Dos 12 caças entregues pela Saab à FAB desde 2020, 11 foram produzidos na Suécia. O primeiro dos Gripen brasileiros – produzido de forma inédita fora da Suécia – se juntará à frota na Base Aérea de Anápolis depois de passar por testes.
A linha Gripen foi desenvolvida inicialmente nos anos 80 a pedido do exército sueco, que precisava de um caça multitarefas que pudesse ser utilizado em missões de defesa, reconhecimento e ataque.
A versão atual do caça tem velocidade máxima de Mach 2 (2.400 km/h), 15,2 metros de comprimento por 8,6 metros de largura.











