A Dexco vendeu R$ 200 milhões em ativos florestais, no segundo negócio desse tipo em 30 dias feito pelo grupo, controlada pela Itaúsa e as famílias Setúbal, Villela e Seibel.
Os recursos levantados com as operações, que já somam R$ 350 milhões, vão para desalavancar a companhia.
A redução do endividamento é a prioridade da Dexco, a antiga Duratex, no plano apresentado em 2025 nos 75 anos da companhia.
Nas duas transações, a Dexco receberá dinheiro em troca de 100% das ações preferenciais das subsidiárias de ativos florestais Cambuí e Jatobá. Os investidores institucionais, cujos nomes não foram revelados, passam a deter uma participação minoritária nos ativos.
Embora relativamente pequenas, as operações oferecem alívio de curto prazo ao caixa da empresa, e ajudarão a reduzir a alavancagem de 3,48x no fim do terceiro tri para 3,2x, e sinalizam um maior senso de urgência em resolver a situação do balanço, segundo Leonardo Correa, que cobre a empresa no BTG.
A Dexco fechou o terceiro tri com um endividamento bruto de R$ 7 bilhões após um ciclo de investimentos encerrado no ano passado. Em 2026, a companhia terá R$ 1,38 bilhão em vencimentos de dívida.
“Vemos essas iniciativas como passos positivos na direção correta”, disse o time de analistas do BTG. “Além desses negócios já anunciados, esperamos que a Dexco continue avaliando alternativas adicionais para acelerar o processo de desalavancagem, incluindo mais pequenos desinvestimentos e, se necessário, potencial para uma venda de ativos mais significativa.”
No recente plano de negócios, a Dexco citou a possibilidade de monetização de créditos tributários e vendas de terrenos e ativos não-operacionais.
A empresa tem valor de mercado de R$ 4,8 bilhões. A ação caiu 5,91% no ano passado em meio às preocupações com o endividamento.











