Em meio aos preparativos para a privatização da Copasa, Hamilton Amadeo acaba de renunciar ao cargo de chairman da estatal mineira.
Amadeo, que antes foi CEO da Aegea por nove anos, entrou na Copasa em 2022, inicialmente como membro do conselho, que no ano seguinte passaria a presidir.
O executivo também atua como diretor operacional da Orizon, e foi do conselho da Virtu GNL.
A renúncia de Amadeo ocorreu no mesmo dia em que uma reportagem do UOL trouxe à tona detalhes de um acordo de colaboração da Aegea com autoridades em 2021; no acordo, a própria Aegea bateu à porta de procuradores para admitir propinas a políticos.
Segundo o UOL, Amadeo – que tinha a palavra final sobre os pagamentos – foi um dos delatores no acordo, que envolveu o pagamento à União de R$ 439 milhões, em 15 parcelas anuais, e foi homologado no ano passado no Superior Tribunal de Justiça.
Na Copasa, Amadeo vinha apoiando o Governador Romeu Zema no processo de privatização, que passou na Assembleia Legislativa em dezembro e teve a modelagem aprovada agora em janeiro.
O Itaú BBA projetou recentemente que o leilão de privatização poderia ocorrer por volta de abril. A Copasa é vista no mercado como “o deal do ano no setor de saneamento.”
No leilão, o governo de Minas Gerais venderá até a totalidade de sua participação de 50% na empresa.
A Copasa tem valor de mercado de R$ 21,4 bilhões, com as ações subindo 148% em 12 meses, na expectativa pela privatização.
O modelo aprovado prevê a busca por um investidor estratégico, que precisaria comprar ao menos 30% das ações, com lock-up. Mas, se não houver um player âncora, o Estado poderá vender todas suas ações a mercado.
Sabesp, Aegea e Perfin, que já tem uma participação minoritária na companhia, estão entre empresas vistas no mercado como potenciais interessadas no processo.











