O Citi acaba de elevar sua recomendação de Lojas Renner para compra, citando uma “relação risco-retorno mais atraente” para o papel mesmo que a empresa apresente um crescimento de vendas mais modesto.
O banco também aumentou o preço-alvo de R$ 16,50 para R$ 17. A ação negocia em torno de R$ 13,60, com alta de quase 2% perto do meio-dia em meio a muita volatilidade.
Os analistas João Pedro Soares e Felipe Husein citam duas razões principais para comprar a ação agora. Uma delas é a postura mais enfática do management na busca por eficiência nas despesas gerais e administrativas.
Essa linha de custos por metro quadrado aumentou de forma significativa acima da inflação entre 2021 e 2023 – o que, segundo o Citi, provavelmente refletiu os investimentos em infraestrutura digital e e-commerce.

Se o CEO Fabio Faccio endereçar isso, conseguirá atingir ao menos o piso do guidance de eficiência de médio prazo com “relativa facilidade”, na visão do banco: redução de 250 bps de opex sobre vendas entre 2026 e 2030, no piso do guidance de 250-350 bps.
Esta economia, aliada a um CAGR de vendas de aproximadamente 8% em três anos (abaixo do guidance de 9%–13%) geraria um crescimento médio de lucro de cerca de 10% nos próximos três anos.
Isso colocaria o papel a cerca de 9x o lucro de 2026, de acordo com o Citi.
“Esperamos que a administração priorize a redução de opex para expandir a margem EBITDA, em vez de depender apenas da alavancagem operacional,” escreveram os analistas.
A outra razão para comprar Renner, segundo o Citi, é a capacidade da empresa de devolver valor aos acionistas via dividendos, JCP e recompras.
O banco estima um payout de cerca de 70% – o que equivale a um dividend yield de 8% em 2026, que poderia chegar a 9% se incorporado o programa de recompra em andamento, de 75 milhões de ações.
O Citi diminuiu sua projeção de crescimento de same-store sales para 2026 de 6% para 4,7%, o que reduz sua projeção de receita em cerca de 2%.
Mas as margens devem permanecer inalteradas, na visão do banco, já que a menor alavancagem operacional deve ser compensada pelas economias de opex.
A projeção para o lucro neste ano foi reduzida em cerca de 2%.
A Renner vale R$ 13,6 bilhões na Bolsa.











