Sem teses diretamente ligadas à inteligência artificial, e sob a sombra do quadro fiscal e da indefinição eleitoral, o Brasil continua esquecido pelos investidores globais.
Para David Beker, chefe de economia para o Brasil e de estratégia para América Latina do Bank of America, “nenhum investidor está querendo ‘operar’ pesquisas”, mas depois da eleição “eles deverão voltar a olhar para o País.”
Os fundos de ações brasileiras estão sofrendo saques praticamente toda semana desde 2023. (Pausa para reflexão.)
Na semana passada – de 21 a 28 de agosto – os resgates aceleraram para US$ 1,4 bilhão, bem acima da média de US$ 100 milhões/semana registrada no segundo trimestre, disse o BofA em um relatório. (Pausa para chorar.)
A quantidade de fundos de ações dedicados à América Latina diminuiu muito nos últimos anos, e os recursos que ainda vêm para a região agora estão no bolo de “mercados emergentes”, disse Beker.
“Dentro da categoria emergentes, de pelo menos dois anos para cá, estamos vendo diferenciações,” o analista disse ao Brazil Journal. “A principal delas é o investimento em emergentes com boas histórias envolvendo tecnologia e inteligência artificial,” o que beneficia a Coreia do Sul e Taiwan.
Segundo o executivo do BofA, há cerca de dois meses praticamente secou o dinheiro para emergentes não relacionados à AI – o caso da América Latina, uma região concentrada em commodities e instituições financeiras.
Mas dentro do grupo de “emergentes sem AI”, ainda há outra diferenciação: os investidores têm favorecido países com reformas estruturais já encaminhadas e crescimento mais alto, o que beneficia Chile, Colômbia e Peru (todos os três trocaram governos de esquerda por líderes de direita recentemente).






