O Nubank acaba de assumir os naming rights do Allianz Parque.
O banco de David Vélez não confirma valores e nem prazos, mas fontes disseram ao Brazil Journal que o Nubank pagará US$ 10 milhões anuais para dar nome à arena até 2034 – o dobro do que a seguradora alemã pagava desde 2013, quando a arena foi inaugurada.

O contrato foi fechado há três meses.
“Não podemos abrir números pelo acordo de confidencialidade, mas é um projeto de longo prazo do banco,” disse Lívia Chanes, CEO do Nubank no Brasil.
O nome será definido por votação popular, da mesma forma que aconteceu na escolha do nome Allianz Parque na década passada. A votação acontecerá entre 10 e 30 de abril.
As opções serão Nubank Parque, Parque Nubank ou Nubank Arena.
Em 2013, a Allianz fechou um contrato de R$ 15 milhões anuais com a WTorre, a empresa responsável pela administração da arena, para dar nome ao estádio durante 20 anos. Como o valor era corrigido todos os anos pela inflação, a seguradora pagava atualmente cerca de R$ 27 milhões.
No mercado, já se especulava que o contrato de naming rights do estádio – que se tornou o espaço de entretenimento mais importante de São Paulo – estava defasado.
O Mercado Livre, por exemplo, está pagando R$ 33 milhões por ano para dar nome ao estádio do Pacaembu por 30 anos – somando R$ 1 bilhão ao fim do período.
A diferença é que o Allianz Parque é um sucesso de público, talvez hoje o principal espaço de eventos do País e do continente.
Um levantamento realizado pela publicação americana Pollstar, especializada na indústria de entretenimento, apontou a arena do Palmeiras como o espaço que mais teve ingressos vendidos para shows entre dezembro de 2024 e novembro do ano passado em toda a América do Sul.
No total foram 33 shows: 14 internacionais, 19 nacionais, e mais de 1,3 milhão de pessoas presentes.
(PS: No ano passado, o estádio também recebeu 33 partidas do Palmeiras.)
A arena do Palmeiras será o segundo estádio a que o Nubank vai dar seu nome. No mês passado, o banco anunciou os naming rights do estádio do Inter Miami, que passou a se chamar Nu Stadium a partir do último dia 4.
Para dar nome ao estádio do time de Lionel Messi e de David Beckham, o Nu vai pagar entre US$ 18 milhões e US$ 20 milhões – o dobro do preço médio praticado na MLS, a liga de futebol dos Estados Unidos, e em linha com números da NBA e da NFL.
A estratégia do Nubank com a nova arena também é o de alavancar o Ultravioleta, o seu segmento premium.
Uma das primeiras ativações será a criação de um lounge voltado para esses clientes e parceiros, além de um portão especial para eles.
“Todas as experiências estão sendo construídas agora. Queremos entregar mais e melhores experiências,” disse Juliana Roschel, a CMO do Nubank.






