Primeiro foi a Blackstone. Agora foi a vez de a Starwood Capital restringir os saques de um de seus fundos de investimento imobiliários.

O Starwood Real Estate Income Trust impôs a barreira porque os resgates solicitados em novembro excederam os limites do fundo, de acordo com informações da Barron’s.

Trata-se do segundo maior real estate investment trust (REIT) dos EUA, com ativos de US$ 14,6 bilhões. Fica atrás apenas do Blackstone Real Estate Income, com US$ 69 bilhões em ativos.

Ambos os fundos não são negociados em bolsa, e foram distribuídos junto a investidores de alta renda, atraídos pela oportunidade de diversificar seu portfólio numa classe de ativos que é o core business da Starwood Capital, de Barry Sternlicht, e na qual a Blackstone tem um belo track record.

Os dois veículos são evergreen funds, ou fundos perpétuos, sem prazo para desinvestimento. O investidor entra comprando a cota pelo valor patrimonial (NAV), e a gestora tipicamente cobra 1,25% de administração e mais 12,5% de taxa de performance acima de um retorno mínimo de 5%.

Assim como o REIT da Blackstone, o da Starwood possui uma trava para limitar os saques, que não podem exceder em um mês 2% do valor líquido dos ativos (net asset value, ou NAV) e nem 5% do NAV no trimestre.

Como os dois fundos estão tendo um desempenho bem acima dos fundos listados – e são aquele raro ativo que ainda está no azul – os investidores estão sacando para tentar embolsar os lucros.

Segundo a Starwood, os pedidos de resgate em novembro  representaram 3,2% do valor dos ativos. Foi possível atender 63% das solicitações – e as que não foram aceitas devem ser refeitas em dezembro, se o investidor ainda quiser.

No ano, o fundo acumulava alta de 10,2% até outubro, e o da Blackstone, de 9%. No mesmo período, grandes REITs negociados publicamente (e sem barreiras aos saques) amargaram quedas de até 30%.

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