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A organização baseada em competências tem sido cada vez mais adotada por empresas em todo o mundo.
Nesse modelo, as pessoas são alocadas em projetos e desafios com base no que sabem fazer, não no cargo que ocupam.
A “skills-based organization” já é utilizada por 70% dos empregadores nos Estados Unidos, segundo levantamento da National Association of Colleges and Employers (NACE) divulgado em janeiro de 2026.
A Bayer, multinacional com 130 anos de história no Brasil e atuação nas áreas de saúde e agricultura, é um desses exemplos.
A empresa está implementando o novo modelo operacional, que substitui as estruturas hierárquicas tradicionais por um sistema mais descentralizado e colaborativo, e permite que os talentos fluam livremente entre projetos e desafios.
Para Anna Carolina Chiavone Frias, head de remuneração total na Bayer, cada colaborador tem muito mais a oferecer do que o seu cargo consegue mostrar.
“Nosso papel é criar as condições para que esse potencial apareça,” disse ela. “Quando investimos na educação, estamos alavancando o potencial dos nossos colaboradores e, ao mesmo tempo, construindo as equipes que a Bayer precisa para inovar e crescer.”
Segundo um relatório da Deloitte, organizações que adotam esse tipo de modelo são 79% mais propensas a oferecer uma experiência positiva ao colaborador e 63% mais propensas a atingir resultados.
Mas para que a skill-based organization funcione há uma condição inegociável: os colaboradores precisam estar em constante desenvolvimento e construir novas habilidades para assumir novos desafios.
No caso da Bayer, uma empresa com 4.600 colaboradores e três divisões distintas (farmacêutica, agrícola e saúde do consumidor), escalar e personalizar esse desenvolvimento era um desafio real.
Para superar essa questão, a empresa firmou parceria com a Unico Skill, criadora do primeiro benefício educação ilimitado do país.
Com a Unico Skill, os colaboradores de todas as divisões da Bayer passam a ter acesso a uma plataforma com milhares de opções de cursos, desde graduações e MBAs até idiomas e mentorias.
Segundo a executiva da Bayer, essa ampla gama de aprendizado é a base para a nova cultura de desenvolvimento da empresa, que passa a conectar talentos a projetos e oportunidades com base em suas competências, e não mais em cargos.
Para ela, a educação é o instrumento que dá a cada um o protagonismo para construir sua trajetória e explorar novas oportunidades dentro da própria Bayer.
“Nosso objetivo é quebrar silos e permitir que as habilidades de nossos talentos sejam alocadas onde podem gerar maior impacto e valor, acelerando um novo modelo de trabalho mais ágil e dinâmico,” disse.
Segundo a Bayer, a iniciativa reforça o compromisso de desbloquear o potencial máximo de seus talentos, dando autonomia e protagonismo aos colaboradores em seu desenvolvimento.
Joca Oliveira, o CEO da Unico Skill, disse que a Bayer é uma referência em inovação em seus setores: por isso, faz todo sentido que uma empresa com esse DNA busque no mercado o que existe de mais inovador e tecnológico para democratizar o acesso à educação dentro do seu negócio.
“Eles entendem que colaboradores mais preparados e engajados são chave para continuar crescendo,” disse Oliveira.
Para o CEO, a Unico Skill é uma empresa que “conecta organizações, colaboradores e instituições de ensino, com o objetivo de democratizar a educação de qualidade no Brasil.”
Por isso, segundo ele, a empresa que quiser oferecer educação ilimitada a seus colaboradores paga um valor mensal fixo por pessoa.
A partir daí, os trabalhadores passam a ter acesso à plataforma com mais de 26 mil opções de graduações, pós, cursos livres, técnicos, de idiomas e mentorias, em mais de 100 instituições de ensino do Brasil e do exterior, como Insper, USP, Mackenzie, Harvard, Cambridge, CNA, Coursera, entre outros.
Segundo Oliveira, o retorno sobre o investimento (ROI) é de até 4 vezes: para cada real investido pela empresa, os colaboradores consomem quatro reais em educação de qualidade.
Para o trabalhador, o impacto é ainda mais profundo. Dados do IBGE analisados pela Unico Skill mostram que profissionais com ensino superior completo ganham, em média, 160% a mais do que aqueles com ensino médio, e têm menos da metade da chance de permanecer desempregados.






