O Agibank acaba de lançar seu IPO na Bolsa de Nova York, buscando captar US$ 830 milhões numa oferta majoritariamente primária.
A oferta-base será de US$ 720 milhões e 100% primária. Caso haja demanda, haverá ainda o ‘greenshoe’ de mais US$ 108 milhões, que será 100% secundário e dará saída à Vinci Compass e à Lumina Capital Management, investidores de private equity na empresa.
Com uma faixa indicativa entre US$ 15 e US$ 18 por ação, o banco de Marciano Testa busca um range de valuation entre 9,5x e 11,5x o lucro estimado para este ano, uma fonte envolvida na transação disse ao Brazil Journal.
Para efeito de comparação, os bancos negociam assim: Itaú Unibanco (9,9x lucro de 2026), Bradesco (7,94x), Santander Brasil (8,17x), XP (9,97x).
Nubank negocia a 21x seu lucro estimado para 2026.

No meio da faixa, o Agibank poderia valer R$ 17,2 bilhões (post-money) e R$ 13,5 bilhões (pre-money).
O lançamento da oferta vem um dia depois do PicPay precificar seu IPO na Nasdaq, captando US$ 500 milhões e saindo a um múltiplo de 12x lucro.
“O risco do Agibank parece menor [que o do PicPay] no curto prazo porque o múltiplo está mais baixo e o próprio caixa que vai entrar com o IPO já entrega grande parte do crescimento de lucro estimado para este ano,” diz um analista olhando a oferta. “No ano passado, o banco fez R$ 1,1 bilhão de lucro e este ano a gente estima R$ 1,5-1,6 bi.”
O roadshow do Agibank começa hoje, e a precificação está marcada para o dia 10 de fevereiro.
Os recursos do IPO serão usados pelo banco para reforçar seu crescimento no Brasil e na aquisição de outros negócios, produtos ou tecnologias.
O Agibank oferece consignado, crédito pessoal, seguros e cartão de crédito – com um modelo híbrido para atender clientes que não têm intimidade com ambiente virtual. O banco tem mais de 1.000 Smart Hubs que funcionam como agências para auxiliar esses clientes e cobrem todas as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes.
Em dezembro de 2024, a Lumina, de Daniel Goldberg, investiu R$ 400 milhões no Agibank, avaliando o negócio em R$ 9,3 bilhões post-money. Goldberg está no conselho do banco. A Vinci Compass, que investiu no banco em 2020, também está no acordo de acionistas.
O Agibank vai vender ações ordinárias Classe A, com direito a 1 voto cada. As ações Classe B, com direito a 10 votos, são detidas exclusivamente pelo pelo fundador Marciano Testa, que é o controlador e chairman.
Os coordenadores são Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup. Os joint bookrunners são Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander, Société Générale e XP.











