O Bradesco está renovando parte de seu conselho de administração, propondo dois novos nomes não vinculados ao grupo de controle.
Os três novos nomes enviados na proposta à assembleia de acionistas são: Ivan Gontijo, o CEO da Bradesco Seguros e um executivo com 35 anos no grupo, e os independentes Paulo Caffarelli e Regina Nunes.
Caffarelli traz uma ampla experiência no setor público e privado: foi secretário-executivo do Ministério da Fazenda, diretor da CSN, CEO do Banco do Brasil de maio de 2016 a outubro de 2018, quando participou do IPO da BB Seguridade; e CEO da Cielo, tendo ajudado a estruturar todo o ecossistema Elo. De 2021 a junho de 2025, Caffarelli foi CEO do Banco BBC Digital, uma das empresas do Grupo Simpar.
Regina traz expertise em gestão de risco: foi por sete anos diretora-geral da S&P Global Ratings para o Brasil e Argentina. É sócia-fundadora da RNA Capital e está nos conselhos de Atlântica D’Or e da Iberdrola.
Estão deixando o conselho Walter Albertoni, Samuel dos Santos e o ex-CEO Octavio de Lazari Jr. – os dois últimos com vínculos com o acionista controlador.

“Como o Bradesco é uma empresa de controle definido, o conselho sempre foi um lugar onde executivos que se aposentavam do banco podiam continuar contribuindo,” o chairman Luiz Carlos Trabuco disse ao Brazil Journal. “Quando me tornei presidente do conselho, eu quis fazer algo diferente como parte do nosso processo evolutivo. Por isso essa maior presença de independentes no conselho.”
Com as novas nomeações, o número de conselheiros independentes sobe de três para quatro. (Os outros dois são Paulo Cunha e Denise Pavarina.) E o Bradesco passa a ter três mulheres no board, de um total de 11.
A assembleia que elegerá o novo conselho está marcada para 10 de março.
A proposta do conselho é fixar a remuneração dos administradores em até R$ 910 milhões, sendo R$ 873 milhões a título de remuneração fixa, incentivo de longo prazo e variável; e R$ 36,9 milhões para custeio do plano de previdência dos administradores.
A remuneração global terá uma alta de 15% em relação a 2025, quando foi fixada em até R$ 793 milhões.











