A Goldman Sachs acaba de dar um upgrade em Vibra de neutral para buy, tornando-se a última corretora a recomendar a compra da ação.
Agora, 100% do sellside recomendam compra.
Para a Goldman, a Vibra vai se beneficiar do ambiente concorrencial mais favorável com a intensificação do combate à informalidade pelas autoridades brasileiras, levando a ganhos de share e à expansão das margens das grandes distribuidoras.
“A maior parte do Ebitda da Vibra vem do negócio de distribuição, por isso a empresa está mais bem posicionada para capturar esse ciclo positivo do setor”, escreveram os analistas Bruno Amorim, Guilherme Costa e Huama Belmonte.
Para a Goldman, a Vibra também é a empresa de energia que mais se beneficiará do ciclo de queda de juros no Brasil. A empresa é mais alavancada que a Ultrapar, e, nas contas da Goldman, cada 1 ponto percentual de queda na Selic elevaria o lucro líquido da Vibra em cerca de 4%. Na Ultrapar, o impacto seria de 3%.
Os analistas ainda elogiaram a postura da administração da Vibra em relação a notícias que circularam ano passado sobre a possibilidade de venda da Comerc, o braço de energia renovável da companhia.
Num investor day recente, a gestão indicou que não há pressa para uma eventual transação.
O setor de renováveis no Brasil enfrenta desafios operacionais, particularmente o curtailment.
Apesar de não terem visibilidade sobre a probabilidade de venda da Comerc, os analistas escreveram que a venda da empresa poderá ser feita num valuation mais alto num cenário futuro de custo de capital mais baixo e equacionamento das questões regulatórias.
A Vibra está no all-time high, negociando a cerca de R$ 30,30.
A companhia vale R$ 36,4 bilhões na Bolsa e negocia a cerca de 11x o lucro projetado para este ano.











