Pela primeira vez, o Iguatemi abriu para o mercado os números de sua operação digital. 

Ao publicar seu quarto tri, a empresa dos Jereissati disse que a receita líquida de seu negócio online mais que dobrou: cresceu 115% para R$ 34 milhões no quarto tri, em relação ao mesmo período do ano anterior.  

Os números incluem as vendas do Iguatemi 365 – o site e app de ecommerce criado em 2019 – e do I-Retail, uma holding criada pelo grupo em 2009 para auxiliar grandes marcas internacionais de luxo a operar no Brasil. 

Hoje o I-Retail tem um espaço no ‘365’ e trabalha tanto com marcas que têm lojas físicas no País quanto as que operam aqui apenas por canais digitais. 

Num dado revelador da influência da marca, o Iguatemi também disse que o GMV das vendas do ‘365’ em cidades onde a empresa não possui nenhum shopping atingiu  47% do total da plataforma – comparado a um share de 30% em 2020. 

Os números mostram que a empresa está sendo bem-sucedida na estratégia de captar novos clientes e oferecer serviços aos consumidores que conhecem e visitam seus shoppings, mas que não contam com empreendimentos do grupo em suas cidades.  

O EBITDA da operação digital do Iguatemi ainda é negativo – R$ 9 milhões no trimestre, contra R$ 6 milhões no mesmo tri do ano anterior – dado que a vertical ainda está no início e sente os pesos dos custos fixos.

O ‘365’ tem hoje 407 marcas no portfólio, e o número de clientes que fazem compras na plataforma cresceu 82% em 2021 em relação a 2020. 

No início do mês, o Iguatemi abriu uma nova frente em seu negócio digital ao pagar R$ 27 milhões por 23% do Etiqueta Única, que se intitula a maior plataforma online de artigos de luxo de segunda mão ​​do País.