A Amazon deu um block no Muse, o novo agente de AI da Meta.
O Muse, um assistente de AI que pode ser usado pelas pessoas para automatizar atividades corriqueiras como compras online e envio de emails, vem ganhando adeptos rapidamente desde seu lançamento duas semanas atrás.

Mas a Amazon decidiu bloquear o agente pessoal em sua plataforma de compras, dizendo que a ferramenta da Meta violou questões de segurança.
De acordo com a Amazon, a Meta não fez nenhuma notificação de que o Muse acessaria a plataforma. A gigante do comércio online veta o uso de ferramentas de automação de outras empresas em seu site.
Desde domingo à noite, usuários do Muse começaram a ver na Amazon pop-ups com notificações alertando que a ferramenta viola os termos de uso da plataforma.
Ainda segundo a Amazon, o Muse apresenta ameaças de segurança: a ferramenta poderia obter dados de clientes.
Por enquanto, o novo agente da Meta está disponível somente nos EUA e no Canadá. A Amazon – que tem uma ferramenta própria de AI, a Buy for Me – já bloqueou também agentes de AI do ChatGPT, da OpenAI, e do Gemini, do Google.
No ano passado, a empresa processou a Perplexity porque ela teria ocultado seus agentes de AI depois de a Amazon ter exigido a remoção deles da plataforma de compras.
A batalha dos agentes promete ser a nova frente da guerra comercial entre as Big Techs – e o sucesso do Muse já fez preço na ação de Mark Zuckerberg.
A Meta disparou 11,4% ontem com a notícia de que o Muse subiu ao topo dos downloads na App Store. Hoje pela manhã, o papel abriu em ligeira alta. A Big Tech sobe 14% no ano e vale US$ 1,9 trilhão na Bolsa.

Em outra frente, a Meta anunciou hoje uma parceria com a Shopify. O Muse poderá pesquisar livremente nas lojas da plataforma de e-commerce e será integrado ao Shop Pay – uma ferramenta para acelerar o checkout.
“Os compradores poderão encontrar mais coisas, e as lojas, vender mais,” Zuckerberg disse em um post no X. “Teremos outras parcerias em breve.”
Segundo os analistas, o Muse desponta como a iniciativa mais bem-sucedida nos últimos anos para que a Meta consiga criar uma fonte de receita expressiva que não seja publicidade.
O Muse pode ser baixado e usado gratuitamente, mas há dois pacotes de assinaturas para uso mais intenso e tarefas que demandam mais tokens (as unidades de informação da AI). Um pacote pago sai por US$ 20 ao mês (com limite de 500 milhões de tokens por semana) e outro por US$ 100 (3 bilhões de tokens semanais).
A Meta tem 3,6 bilhões de usuários ativos. Segundo um analista da Evercore, se apenas 1% dessa base pagar US$ 20/mês pelo serviço, a receita adicional da Meta com o Muse seria de quase US$ 9 bilhões/ano. A empresa faturou US$ 60 bilhões no último trimestre.






