Paulo Passoni, que há quase oito anos cobre mercados emergentes para a Third Point em Nova York, está deixando a gestora de Daniel Loeb para abrir sua própria casa de private equity, a 30 Knots.


A expectativa é levantar cerca de US$ 200 milhões para o primeiro fundo, e o fundraising deve começar entre março e abril. 
 
A 30 Knots está sendo criada de forma ‘colaborativa’ com a Third Point, e Passoni continuará como consultor da gestora para América Latina.
 

O foco será em empresas de ‘late stage growth’ na América Latina — empresas com potencial de escalabilidade já comprovado — e a 30 Knots pretente ajudar no processo de abertura de capital, M&As e contato com outras empresas e investidores globais.  O prazo para investimento do fundo será de dois anos, com desinvestimento em até sete.

A 30 Knots também poderá investir em companhias já listadas, mas de forma oportunística.

O nome da gestora é uma referência ao vento tido como ideal no kite surfing, e sugere a ideia de que private equity embute mais retornos do que o investimento em empresas listadas.

O fundo terá um escritório em São Paulo, com dois sócios sêniores, e outro em Nova York, onde Passoni continuará morando. 

Passoni começou a carreira como analista de investment banking da Morgan Stanley e passou pelo Eton Park antes de trabalhar na Third Point, onde focava em investimentos ‘event driven’, fazendo apostas em situações específicas que afetam o valor de mercado das empresas.

O espaço de ‘late stage investing’ tem relativamente poucos players no Brasil.  No mundo, este nicho é o domínio de casas como a Tiger Global, a Hillhouse (na Ásia), e a Coatue, por exemplo.