A Lumina Capital Management – a nova gestora de special situations de Daniel Goldberg – deve limitar a distribuição do seu fundo no Brasil. 

Goldberg tem dito aos distribuidores locais que a demanda internacional pelo flagship fund – um veículo offshore que deve ter um hard cap em torno de US$ 650 milhões – tem sido maior do que o esperado. 

Dado o limite de capacidade, segundo investidores que conversaram com a gestora, a versão local do fundo não deve ser amplamente ofertada no Brasil. Em vez disso, a Lumina deve abrir um veículo onshore de cerca de R$ 1 bi para acomodar famílias e investidores considerados estratégicos.  

Segundo esses investidores, a empresa deve estar operacional em abril e já começou a olhar transações.

Além de special situations – sua grande expertise – a  Lumina terá um mandato mais  flexível do que Goldberg tinha no Farallon, incluindo private equity e créditos com duration mais longo. 

Grande parte das oportunidades que a Lumina vê no Brasil e na América Latina não estão no campo do investimento em companhias com balanço estressado, e sim no financiamento ao crescimento de companhias que estão encontrando um mercado de capitais fechado devido à volatilidade eleitoral e às fragilidades das economias da América Latina.

Segundo uma apresentação da empresa à qual o Brazil Journal teve acesso, o time da gestora é formado por sete sócios, além de Goldberg.

Marco Kheirallah, o ex-tesoureiro do Matrix e ex-sócio do BTG Pactual, que traz expertise em juros, câmbio e equities.

Guilherme Loures, um managing director que estava há quase 9 anos na Goldman e chefiava a mesa de capital solutions do banco em Nova York – e está cumprindo seu ‘garden leave’. (Na Goldman, o termo ‘capital solutions’ designa operações altamente estruturadas nas quais o banco usa seu balanço antes de distribuir para clientes.)

Fernando Chican de Oliveira, que estava há 11 anos no Pátria, é um sócio especializado em infraestrutura e private equity.  Fernando foi CFO da Latin America Power (LAP), o portfólio de energia renovável que o BTG e Pátria montaram na América Andina.

Henrique D’Amico, que trabalhou em special situations no BTG, na Goldman, e mais recentemente na SPS Capital.

Guilherme Mello, um ex-executivo da Kraft Heinz em Chicago que estava há quase três anos na HIG Capital. 

Ana Luiza Tesser Arguello, até recentemente sócia do E. Munhoz Advogados, onde era responsável por litígios, arbitragens e reestruturações.

Pedro Verdini, um analista da Point Break Capital Management, o hedge fund ligado à 3G.