A JHSF reportou o maior resultado de sua história, fechando 2025 com recordes de receita e lucro em todas as suas unidades de negócio.
A companhia — dona dos hotéis Fasano, do shopping Cidade Jardim e do aeroporto Catarina — fez uma receita bruta de R$ 3,7 bilhões no consolidado do ano, um crescimento de 112% ano contra ano.
O EBITDA cresceu ainda mais, em 145%, para R$ 1,8 bilhão, enquanto o lucro líquido fechou em R$ 1,9 bilhão, uma alta de 117%.

Os negócios de renda recorrente — os shoppings, hotéis, restaurantes, clubes, residências, aeroporto e a gestora — também bateram recordes, com todos juntos chegando a uma receita de R$ 1,4 bilhão e um EBITDA de R$ 658 milhões.
“Para continuarmos sendo os líderes em alta renda a gente tem que se transformar, se reinventar, mas sem nunca perder o nosso DNA, e os resultados que reportamos hoje vão nessa direção,” o CEO Augusto Martins disse ao Brazil Journal.
“É um resultado muito importante porque todos os negócios de renda recorrente tiveram o melhor ano desde que começaram. Isso mostra a força do ecossistema que construímos.”
O resultado do quarto tri foi o primeiro que capturou os impactos da venda de todo o portfólio de incorporação da JHSF para um fundo imobiliário, simplificando seu negócio e colocando R$ 5,2 bilhões no caixa.
No quarto tri, a JHSF incorporou a primeira tranche dessa transação, que somou R$ 3,5 bilhões. O restante será pago à companhia em dezembro deste ano.
O FII, gerido pela própria JHSF Capital, comprou 496 unidades de imóveis da companhia. A empresa reteve 78 unidades, que vão integrar seu negócio de aluguel residencial, além de terrenos e projetos a serem desenvolvidos com um VGV potencial de R$ 30 bilhões.
Com a primeira tranche entrando no caixa, a JHSF já saiu de uma dívida líquida de R$ 2,2 bilhões, com uma alavancagem de 1,9x EBITDA, para uma posição de caixa líquido de R$ 2,3 bilhões. O contas a receber saiu de R$ 1,1 bi para R$ 2,6 bi.

“Essa estrutura de capital é muito forte e vai potencializar o nosso crescimento nos negócios de renda recorrente,” disse Augusto.
Para este ano, a JHSF tem diversos investimentos relevantes, o maior deles sendo a obra do Shops Faria Lima, o novo shopping na esquina da Brigadeiro Faria Lima com a Leopoldo Couto Magalhães que deve ficar pronto no início de 2027.
Outros investimentos relevantes incluem a expansão do Catarina, que vai chegar a nove hangares; a expansão do shopping Cidade Jardim, que vai ampliar a ABL em 3,5 mil metros quadrados; e a construção de novas residências para locação.
No total, a JHSF espera fazer um capex de R$ 350 milhões este ano, comparado aos R$ 500 milhões que fez no ano passado. A companhia também anunciou recentemente que aumentou seu guidance de dividendo. A expectativa é distribuir R$ 550 milhões este ano, comparado aos R$ 250 milhões do ano passado.
Na apresentação a investidores, a JHSF vai mostrar pela primeira vez um exercício estimando o valor que ela acha que seria justo para a companhia, considerando o crescimento do EBITDA nos próximos anos e os múltiplos que empresas comparáveis negociam na Bolsa, no Brasil e no exterior.
A companhia estima que o EBITDA de seus negócios recorrentes, que foi de R$ 658 milhões no ano passado, chegue a R$ 1 bilhão no final de 2027. Esse crescimento virá das inaugurações de novos shoppings e da expansão do Cidade Jardim; da inauguração de sete novos hotéis Fasano e onze novos restaurantes; da expansão dos hangares do Catarina; e das novas residências.
Usando essas métricas, na visão da própria empresa a JHSF deveria valer de R$ 15 bilhões a R$ 20 bilhões, já que seus peers nacionais (como Multiplan e Allos) negociam a uma média de 15x, enquanto peers internacionais como a LVMH negociam a 20x.
Hoje a companhia vale R$ 6 bilhões na Bolsa, negociando a cerca de 10x EBITDA.
Na vertical de shoppings, o quarto tri foi o nono consecutivo com vendas crescentes acima de dois dígitos. No trimestre, as vendas cresceram 13%, para R$ 4,7 bilhões.
A companhia anunciou ainda a chegada de cinco novas marcas no Cidade Jardim que vão ocupar parte dos espaços da expansão. A principal delas é a Loro Piana, que vai abrir sua primeira loja na América Latina. As outras marcas são Chanel, Fusalp, James Perse e Alaia — as últimas três também vão abrir suas primeiras lojas na região.











