Depois de fracassar na tentativa de um IPO que avaliasse a Havan em R$ 100 bilhões, o empresário Luciano Hang está buscando um outro tipo de financiamento no mercado – desta vez, com uma oferta de certificados de recebíveis imobiliários (CRI). 

A Havan quer levantar R$ 500 milhões em papéis com vencimento em cinco anos e remuneração próxima a CDI + 1,7%.  O roadshow da oferta deve começar depois do Carnaval. 

A empresa vai usar os recursos para financiar a abertura de oito novas megalojas – cada uma com 4.800 m² de área de vendas – ao longo deste ano.

A Havan disse que faturou R$ 13 bilhões em 2021 e teve lucro ajustado de R$ 1,3 bilhão, com alta de 25%. 

A empresa encerrou o ano passado com 168 lojas em 21 estados e no Distrito Federal. Suas prateleiras têm mais de 300 mil SKUs – parte do mantra do fundador de vender “de tudo para todos.”  

Luciano –  que se tornou uma figura nacional graças a seu apoio incondicional ao Presidente Jair Bolsonaro – controla o grupo e é o chairman. Tanto o CEO Edson Luiz Diegoli quanto o CFO Jaison Gama trabalham na Havan há mais de 20 anos. 

Luciano fundou a Havan em 1985 anos em Brusque, Santa Catarina. A pequena loja que vendia tecidos logo começou a diversificar seu mix. Em 1994, Luciano construiu um prédio de 7.000 m² inspirado na Casa Branca para ser sua sede. No ano seguinte, colocou uma réplica da Estátua da Liberdade na entrada. 

No prospecto da oferta, a Havan lista uma eventual saída de Luciano do negócio como um fator de risco, já que “depende de maneira significativa dos serviços prestados” por ele e diz que teria dificuldades para substituí-lo.  

Os coordenadores da oferta do CRI são BTG Pactual, Itaú BBA, Safra e XP.