Felipe Miranda deixou hoje a Empiricus – a casa de research para o varejo que ajudou a fundar 16 anos atrás – bem como a partnership do BTG Pactual, que comprou a empresa em 2021.
A decisão coincide com o fim do earnout relativo à venda para o BTG. “Esse era o ciclo previsto no deal, então seria natural fazer uma reanálise. Foi um período ótimo, mas é difícil virar executivo depois de empreender,” disse ele ao Brazil Journal.

Miranda vai cumprir um non-compete de seis meses, durante o qual pretende fazer “cursos sem nenhum tipo de aplicação prática, como literatura russa e álgebra linear”. Ele ainda não definiu os próximos passos profissionais.
Também deixa a Empiricus Caio Mesquita, que fundou a empresa junto com Miranda, Marcos Elias e Rodolfo Amstalden – este último vai comandar o negócio agora.
O BTG comprou o grupo Universa – que controla a Empiricus, a gestora Vitreo e os sites Money Times e Seu Dinheiro – por R$ 440 milhões em dinheiro e R$ 250 milhões em ações do BTG.
Com o cumprimento de parte das metas acertadas, o valor total chegou a cerca de R$ 800 milhões, segundo Miranda.
No auge, em 2021, o grupo faturou cerca de R$ 300 milhões e teve 450 mil assinantes. Em meio a um período dificílimo para ativos de risco, a receita caiu para cerca de R$ 250 milhões e o total de assinantes, para 330 mil, no ano passado, segundo Miranda.
“Ninguém compra conteúdo para organizar o investimento em CDBs. Nosso negócio atende quem busca ativos de risco,” disse o empresário.






