O Citi contratou nos últimos dias mais quatro bankers para atender clientes em seu private bank.
Adriana Goncharov e Fernanda Martins saíram do JP Morgan e continuarão baseadas em Nova York e Miami, respectivamente.
Pedro Madia deixou o Itaú depois de 15 anos, e Lucas Fayad veio do UBS em São Paulo.
Com isso, a equipe do private do Citi voltada a clientes brasileiros agora soma 37 executivos, baseados no Brasil, nos EUA e na Europa.
As contratações são parte de um processo que começou há dois anos, quando Fernando Fleury assumiu a área com a missão de turbinar a franquia – em meio a um processo de reestruturação global do wealth do Citi.

No final de 2023, o private global do Citi gerava uma receita de apenas US$ 5 milhões por trimestre. No ano passado, a receita trimestral chegou a US$ 500 milhões.
O banco mapeou que, globalmente, os clientes do Citi têm cerca de US$ 5 trilhões em investimentos fora da instituição – e trabalha para trazer esses recursos para dentro de casa.
A mesma lógica vale para o Brasil, e Fleury passou os últimos dois anos ajustando equipe e processos para captar mais investimentos.
“O Citi quer colocar as fichas aqui, precisamos corresponder,” ele disse ao Brazil Journal.
O banco não divulga a divisão por país, mas segundo o executivo, o total de ativos sob gestão no private brasileiro cresceu em torno de 20% em 2025 até outubro, acima da média mundial de 8% do wealth.
Aqui, o banco só oferece investimentos offshore. A maneira de competir com concorrentes que têm uma plataforma completa é apostar nas conexões globais e em produtos alternativos como hedge funds e fundos de private equity evergreen.
“Consigo oferecer ao private uma operação de captação de recursos do IB em qualquer país,” disse Fleury. “Tenho um diferencial e preciso focar nele, não adianta querer fazer tudo.”
O maior problema, claro, é a competição com o CDI.
Ainda assim, o executivo vê um “vento de cauda favorável” para os investimentos offshore, à medida que mais brasileiros de alta renda buscam diversificar seu patrimônio aplicando fora do País – uma tendência que costuma aumentar em períodos de maior volatilidade, como anos eleitorais.
“Muitos clientes são empresários com negócios no Brasil. A liquidez precisa ser mais diversificada, e isso está ficando mais claro.”






