A Goldman Sachs está pagando US$ 2,24 bilhões em ações pela fintech de crédito GreenSky, em mais uma transação que demonstra o interesse do mundo de pagamentos pelo ‘buy now, pay later’ (BNPL) — o bom e velho pagamento parcelado. 

Enquanto no Brasil o parcelado é indissociável da nossa cultura econômica, nos EUA e Europa ele vem ganhando cada vez mais espaço no lugar dos cartões de crédito, especialmente entre os jovens e para compras online. 

No começo de agosto, a Square pagou US$ 29 bilhões pela Afterpay, a gigante australiana do BNPL. No fim do mesmo mês, a Amazon fechou uma parceria com a Affirm para oferecer aos clientes a opção de comprar agora e pagar depois.

Lojistas estão cada vez mais usando o BNPL para aumentar a conversão de vendas, o tíquete médio e ajudar no custo de aquisição.

A Goldman está pagando um prêmio de 56% em relação ao preço de fechamento da Greensky na terça-feira — mas ainda muito abaixo do valuation de US$ 4 bi que a GreenSky conseguiu em seu IPO três anos atrás. (Um analista brincou que “a Goldman está sendo paga US$ 1,8 bi para comprar a empresa.”) 

A GreenSky foi criada em 2006, com sede em Atlanta. A fintech oferece empréstimos online a consumidores, principalmente para reformas residenciais, e já concedeu crédito a cerca de 4 milhões de consumidores. 

A Goldman pretende usar a GreenSky para reforçar o Marcus, seu banco de varejo online. 

“Fomos claros na nossa aspiração de que o Marcus se torne a plataforma do futuro para serviços bancários ao consumidor, e a aquisição da GreenSky avança esse objetivo,” disse o CEO da Goldman, David Solomon.

A fintech estava no radar da Goldman há anos: o banco considerou adquiri-la dois anos atrás, em negociações preliminares, segundo o Wall Street Journal.