A Brookfield Asset Management acaba de comprar o controle da Oaktree, de Howards Marks, o lendário gestor que fez fortuna na crise de 2008 e cujas cartas sobre estratégias de investimento são um must-read até para Warren Buffett.

O negócio, que saiu por US$ 4,7 bilhões (metade em cash, metade em ações), junta duas gigantes com produtos complementares — a Brookfield foca historicamente em real state e a Oaktree em crédito — e dará origem a uma das maiores gestoras independentes do mundo.

Combinadas, as duas têm mais de US$ 475 bilhões sob gestão e uma receita com taxas de cerca de US$ 2,5 bilhões/ano.

Para efeito de comparação: a Blackstone tinha US$ 472 bilhões sob gestão no fim do ano passado.

“A transação nos permite ampliar nossa oferta de produtos incluindo uma das melhores plataformas de crédito do mundo, com um estilo de investimento contrarian, orientado a valor, e consistente com o nosso”, Bruce Flatt, CEO da Brookfield, disse num comunicado

Pelo acordo, a Brookfield pagará um prêmio de 12,5% sobre o preço de fechamento das ações da Oaktree na terça.

A canadense ficará com 62% do capital da americana e ganhou ainda o direito de adquirir todas as ações até 2029.

O movimento vem num momento em que a Brookfield tem feito uma onda de aquisições no setor imobiliário, de infraestrutura e serviços financeiros, se consolidando como uma das maiores gestoras independentes do mundo.

Howard Marks e Bruce Karsh, co-chairmans da Oaktree, continuarão à frente do negócio, administrando a empresa de forma independente. Além disso, Marks ganhará um assento no board da Brookfield. Jay Wintrob será mantido no cargo de CEO da Oaktree.

A Oaktree mudou de patamar na crise de 2008. Pouco antes, ela havia levantado o maior fundo de dívida ‘distressed’ da história — US$10,9 bi — que gerou retornos fabulosos para os clientes da casa.

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