A Unipar entregou a modernização tecnológica de sua fábrica de Cubatão, e o anúncio foi feito num encontro que reuniu autoridades, representantes da indústria, clientes, parceiros e colaboradores. 

Mais do que apresentar um projeto, o evento simbolizou um marco na história da empresa: o maior investimento já realizado pela companhia, responsável por uma transformação ambiental, social e operacional que reposiciona a Unipar entre as mais avançadas do mundo na produção de cloro e soda a partir de células de membrana.

“A modernização tecnológica da fábrica de Cubatão reforça nossa estratégia de crescimento sustentável, competitividade e compromisso com os pilares ESG,” disse Rodrigo Cannaval, o CEO da Unipar.

“O projeto é um marco na transição para tecnologias de baixo carbono, demonstrando que o crescimento econômico, competitividade e a responsabilidade socioambiental caminham juntos.”

O investimento de mais de R$ 1 bilhão permitiu substituir integralmente as tecnologias baseadas em mercúrio e diafragma pelo uso exclusivo de células de membrana, atualmente consideradas o método mais eficiente, seguro e de menor impacto para a obtenção de cloro. Com isso, Cubatão passa a operar a maior unidade de membrana da América do Sul.

“A conclusão desta etapa representa muito mais do que um investimento — é um avanço decisivo de eficiência na nossa operação,” disse o CEO. “Esse projeto nos fortalece, nos deixa prontos para o futuro e reforça o nosso propósito de ser confiável e gerar valor em todas as relações, elevando nossos padrões de desempenho e sustentabilidade.”

A tecnologia permitirá reduzir cerca de 70 mil toneladas de emissões de CO², em relação ao ano base de 2020, graças à diminuição de aproximadamente 40% no consumo específico de energia (térmica e elétrica) para produzir cada tonelada de cloro. 

Considerando o consumo total de energia, a redução chega a 18% na fábrica de Cubatão. A iniciativa também eliminará 150 toneladas anuais de resíduos industriais.

Além dos ganhos de eficiência, a fábrica também é abastecida por energia renovável proveniente da autoprodução da companhia. Dois dos parques de energia limpa da Unipar — o Complexo Eólico Tucano (BA), com 69 MW contratados, e o Parque Solar Lar do Sol (MG), com 49 MW contratados — fornecem eletricidade para a fábrica de Cubatão, reforçando a estratégia de ampliar o uso de fontes renováveis em suas operações. 

Com o uso de energia eólica e solar em Cubatão, é gerado hidrogênio verde que é utilizado no processo produtivo. Este é mais um importante elemento aderente à missão de gerar valor com sustentabilidade, que está no DNA da Unipar.

O projeto também amplia a competitividade da companhia ao reduzir custos fixos e variáveis, aumentar a eficiência operacional e possibilitar um incremento de até 5% na entrega de produtos, sem alteração da capacidade nominal.

Com a conclusão da modernização, a fábrica de Cubatão atinge 100% de produção de cloro por membrana, migrando 210 mil toneladas equivalentes anuais para o método mais sustentável — um avanço alinhado à Convenção de Minamata e resultado direto do compromisso da Unipar com a eliminação de mercúrio. 

Durante o evento, os convidados conheceram a nova sala de membrana, responsável pelos principais ganhos econômicos, ambientais e sociais associados ao projeto. 

Obra eficiente 

Durante a implementação da obra do empreendimento, foram adotadas práticas ecoeficientes, como a reutilização de água no processo de estacas raiz — o que reduziu significativamente o consumo de água — e a utilização de formas metálicas na concretagem de blocos e fundações, diminuindo o uso de madeira e a geração de resíduos na obra.

Na fase de construção e montagem, o empreendimento gerou mais de 1,2 mil empregos diretos e indiretos, impulsionando o desenvolvimento econômico da região. 

Financiamento sustentável

Para viabilizar o projeto, a Unipar obteve um financiamento de R$ 673 milhões com o BNDES em novembro de 2024, por meio de linhas dedicadas à eficiência energética e à transição para tecnologias de baixo carbono no âmbito da Indústria Verde. 

Esse montante inclui recursos do Fundo Clima e do FINEM – Meio Ambiente. Além desse valor, o projeto conta ainda com um financiamento via ECA (Export Credit Agency), com a Euler Hermes, no valor de US$ 42 milhões.

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