O Pátria Investimentos está comprando 40% da Kamaroopin, a gestora de recursos filiada à SK Tarpon e liderada por Pedro Faria, com planos de aumentar a participação para 100%. 

A transação marca a entrada do Pátria – cuja principal franquia é em private equity – nas estratégias de venture capital e growth equity, que Pedro desenvolveu na Kamaroopin.

A transação terá duas etapas e, se elas forem concluídas, Pedro, um dos fundadores da Tarpon 20 anos atrás, trocará de casa e passará a ser sócio do Pátria.  

Depois da compra da participação minoritária, o Pátria e a Kamaroopin terão até 18 meses para a captação conjunta de um novo fundo. Se tudo der certo nessa captação, que tem certas condições precedentes, o Pátria ficará com 100% da Kamaroopin. Se os requisitos dessa segunda etapa não forem cumpridos, Pátria e Kamaroopin têm a opção de desfazer a transação. 

A Kamaroopin tem R$ 1 bilhão sob administração e três companhias investidas. Após a conclusão do negócio com o Pátria, passará a ter dois fundos. O primeiro é o que investiu na PetLove. O outro, que será captado, vai receber as participações da Kamaroopin em duas outras companhias: a Zenklub, de saúde mental, e a fintech Consorciei, que já tem a Tera, family office dos sócios do Pátria, como investidora. 

O Pátria também vai aportar no fundo a StartSe, de educação continuada, que recebeu um investimento de R$ 75 milhões do fundo de private equity no início de novembro.
 
A Kamaroopin foi batizada com o nome popular do peixe tarpon no Brasil, mas com uma grafia em homenagem ao deus hindu Hanuman, o ‘deus-macaco’, da lealdade e coragem.

Os setores em que a Kamaroopin já investe continuarão no foco da gestora, em particular a tese de humanização dos animais domésticos. 

Mais do que uma nova avenida de captação, Pedro disse que a união com o Pátria aporta novas competências para Kamaroopin, que vai “fazer melhor o que já vinha fazendo.”  

Pedro tem um relacionamento de longa data com os sócios do Pátria. Ele começou sua carreira trabalhando no Banco Patrimônio, que deu origem à gestora.

O Pátria tem cerca de R$ 140 bilhões sob gestão.