A Velt Partners – uma gestora de ações dedicada ao value investing – vai mudar a maneira como investe. 

O plano é deixar de ser uma casa exclusivamente de Bolsa e buscar outras estratégias de investimento em empresas para gerar retorno no Brasil.

“Não queremos nos limitar a um pedaço do País que ficou pequeno,” Mauricio Bittencourt, sócio-fundador da Velt, disse ao Brazil Journal.

Mauricio Bittencourt

Segundo o gestor – que fundou a Velt há dez anos a partir de uma cisão da MSquare –, o mercado brasileiro mudou muito nos últimos cinco anos e sobraram poucas companhias abertas com o perfil que a casa busca.

“Estamos atrás de geração de valor empresarial em negócios de alta qualidade e bem administrados,” disse ele. “Obviamente não há nada de errado em comprar por R$ 10 e vender por R$ 15, mas não é o nosso diferencial.”

As novas estratégias ainda não foram definidas, mas Bittencourt disse que devem ser ligadas a equities no Brasil – podem ser investimentos privados ou crédito conversível em ações, por exemplo.

Ele decidiu comunicar os clientes sobre a intenção de mudar, mesmo sem ter essas definições, em nome da transparência. 

Até lá, os fundos de ações continuam sendo geridos pela equipe da Velt – que foi reduzida de cerca de 25 para dez pessoas no processo.

A Velt tem R$ 2 bilhões sob gestão, principalmente de investidores estrangeiros. No Brasil, quase todo o AUM são recursos de Bittencourt. 

“A necessidade de mudar foi uma constatação difícil, porque é o que faço há 30 anos. Mas dadas as condições de mercado, ficou claro que é o que tem de ser feito.”