O Nubank iniciou este ano com mais de 110 milhões de clientes no Brasil, cerca de 61% da população adulta. Em doze anos de operação, já consolidou seu lugar no pódio das três maiores instituições financeiras do país, e agora colhe também os frutos dos investimentos para engajar cada vez mais essa base.

A receita média mensal por cliente ativo (ARPAC) atingiu sua máxima histórica de R$ 13,50 no terceiro trimestre de 2025 (dados mais recentes divulgados pela companhia), comprovando o modelo de negócios da empresa em escala massiva. 

“Nosso negócio não é ‘colecionar CPFs e CNPJs’,” diz a CEO da operação brasileira, Livia Chanes. “Investimos em engajar verdadeiramente nossos clientes com os melhores produtos, serviços e atendimento.”

A estratégia de aprofundamento das relações, que se tornou uma das principais chaves para os próximos passos no crescimento da instituição financeira, foi um dos principais motores do negócio em 2025.

Aumento no rendimento, diminuição nos gastos

Entre as iniciativas de mais destaque, estiveram as Caixinhas Turbo, que oferecem rendimentos de até 120% do CDI e resgate imediato aos clientes engajados. Isso contribuiu para que os depósitos totais da instituição no país crescessem cerca de 30% entre os terceiros trimestres de 2024 e 2025.

Além de permitir retornos maiores, o Nubank também investiu em gerar ainda mais economia para os clientes. Os efeitos a longo prazo são palpáveis: em menos de uma década, o Nu permitiu que seus clientes economizassem mais de R$ 111 bilhões em tarifas.

Em 2025, foi além. Diversas parcerias, como as que ofereceram descontos em Uber, iFood, Shopee, OpenAI e Burger King, somaram R$ 158,8 milhões em dinheiro que ficou no bolso da população.

No crédito, a estratégia de relacionamento a longo prazo levou à renegociação de dívidas para mais de 6 milhões de clientes. “Nosso objetivo é construir essa relação para o longo prazo. Queremos estar presentes não apenas nos momentos bons, mas ao longo de toda a jornada financeira das pessoas,” diz Livia.

O Nubank calcula que, em 2025, mais de 75% dos clientes que entraram em inadimplência regularizaram a situação em até 12 meses. Em paralelo, o portfólio de crédito com garantias, como consignado e antecipação de FGTS, cresceu 133%. Para os produtos sem garantia, a companhia continua investindo para ampliar a concessão de crédito com responsabilidade. 

A Missão Limite, por exemplo, estimula bons hábitos financeiros que impactam positivamente o limite do cartão de crédito.

Resultado e reconhecimento

Os ganhos de escala vêm acompanhados de novos recordes e reconhecimentos também no atendimento ao cliente. “Eu sempre digo que, por sermos digitais, precisamos ser 10 vezes mais humanos,” diz Lívia.

E essa mentalidade dá resultado. Em 2025, o Nubank se manteve, por quatro trimestres consecutivos, como a instituição financeira com menor índice de reclamações no ranking do Banco Central. Em outubro, recebeu pelo nono ano seguido o prêmio Reclame Aqui.

Livia Chanes detalhou a estratégia do Nubank no Brasil em episódio do Nu Videocast:

Horizonte de crescimento

Livia reforça que ainda há espaço para crescer também em número de clientes. Para isso, o Nubank vem investindo em novos perfis, como os menores de 18 anos, que em 2025 ganharam acesso a um cartão de crédito atrelado à experiência de educação financeira.

Outro segmento de crescimento acelerado são as micro, pequenas e médias empresas – dentre as quais o Nubank já afirma ter a maior base do país, e onde enxerga ainda mais espaço.

Esse movimento ocorre em um estágio mais maduro da operação no Brasil. No fim de 2025, o Banco Central publicou a Resolução Conjunta nº 17, que estabelece novas regras de nomenclatura e restringe o uso de termos como “banco” ou “bank” por instituições sem licença bancária. 

Reconhecido como a marca mais valiosa do Brasil em 2025, de acordo com ranking elaborado pela TM20, o Nubank anunciou a intenção de obter uma licença bancária no país, preservando seu nome e marca.

“É uma adequação regulatória. Não muda nossa forma de operar nem a experiência das pessoas. Seguimos focados em executar a estratégia de longo prazo,” disse Livia.

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